Após a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2025, analistas do Goldman Sachs fizeram ajustes nas projeções para empresas do setor elétrico brasileiro. As revisões envolvem Equatorial Energia, Energisa, CPFL Energia e Cemig, levando em consideração fatores como desempenho operacional, mudanças macroeconômicas e definições sobre a Receita Base de Serviços de Distribuição (RBSE) e leilões do GSF para a Cemig.
**Revisões nos preços-alvo e recomendações**
Os preços-alvo dessas empresas foram ajustados de acordo com os resultados positivos recentes e com a ampliação do horizonte do preço-alvo em três meses. A Equatorial e a Cemig tiveram seus preços-alvo revisados em aproximadamente 7%, a Energisa em 5% e a CPFL em 2%.
**Análise das empresas do setor elétrico**
A Equatorial se destaca como uma das empresas favoritas da cobertura do setor elétrico, juntamente com Eletrobras, Sabesp e Copel. A Energisa mantém recomendação de compra, com custos enxutos e resultados acima das metas regulatórias, apresentando uma Taxa Interna de Retorno (TIR) real de 13%. Já a CPFL Energia recebe recomendação neutra por ser considerada defensiva e de alta qualidade, com TIR real de 9,6%. Enquanto a Cemig permanece com recomendação de venda, devido às limitações impostas pela gestão estatal, resultando em TIR real de 8,8%.
**Análise detalhada das empresas**
No levantamento geral do setor, os preços-alvo variam de R$ 9,50 da Cemig a R$ 142 da Sabesp, com retornos totais projetados entre -11,8% e 32%. A média do setor apresenta Taxa Interna de Retorno (TIR) real de 10,9%, múltiplos de preço sobre lucro (P/E) de 11,9 vezes, Ev/Ebitda de 6,8 vezes e endividamento líquido sobre Ebitda de 2,9 vezes.
Em média, as empresas de utilidades apresentam um preço sobre lucro de 14,7x em 2025 e de 11,9x em 2026, com um dividend yield médio de 7,2% e retorno total médio esperado de 17,8%. O múltiplo Ev/Ebitda médio é de 6,8x em 2026, e a dívida líquida sobre Ebitda fica em torno de 3,0x, refletindo um perfil financeiro relativamente equilibrado.
No que diz respeito a recomendações específicas para empresas do setor elétrico, a Energisa manteve recomendação de compra, com preço-alvo revisado para R$ 60 por ação. A Eletrobras também segue com recomendação de compra, com preço-alvo ajustado para R$ 50. Já a Equatorial manteve recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 44. A Sabesp, outra empresa com recomendação de compra, tem preço-alvo de R$ 142. A Copel também é recomendada como compra, com preço-alvo de R$ 13,20.
Por outro lado, a CPFL Energia apresenta recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 42. Enquanto a Cemig teve sua recomendação revisada para venda, com preço-alvo de R$ 9,50.
Essas recomendações são baseadas em projeções de dividend yield, retorno total esperado e múltiplos de preço sobre lucro para os próximos anos. A análise do Goldman Sachs visa fornecer orientações e insights para investidores interessados no setor de energia elétrica no Brasil.
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