Fluxo estrangeiro guia Ibovespa a melhor janeiro desde 2006 – mercado espera por mais

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Otimismo continua para os ativos, apesar de última sexta-feira ter representado um revés para os ativos brasileiros

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Lara Rizério

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02/02/2026 11h19 •

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Atualizado 13 minutos atrás

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B3 Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo (Germano Lüders/InfoMoney)

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Janeiro foi mais um mês de recordes para o Ibovespa, ainda que com um movimento mais fraco nas últimas sessões do período.

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No primeiro mês do ano, o benchmark da Bolsa registrou oito recordes nominais e valorizou 12,56% em janeiro de 2026, registrando o melhor desempenho para janeiro desde 2006, quando a valorização foi de 14,55%. Na sexta-feira (30), o Ibovespa fechou 181.363 pontos. Olhando todos os meses, o índice superou por pouco novembro de 2023 (+12,54%) e assegurando o melhor desempenho desde novembro de 2020 (+15,90%).

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Duas palavras definem a forte alta do índice no primeiro mês do ano: fluxo estrangeiro. Para dar uma ideia, o ingresso de capital estrangeiro na Bolsa totaliza R$ 23 bilhões no ano, até dia 28.

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Conforme ressalta o Itaú BBA em carta do gestor, diante de crescentes incertezas geopolíticas envolvendo algumas das principais potências mundiais, os investidores seguiram reduzindo a exposição em ativos norte-americanos, em busca de maior diversificação geográfica.

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Dada a relevância do mercado acionário dos Estados Unidos – cerca de metade do valor de mercado de todas as ações globais – o fluxo foi intenso não apenas para o Brasil, mas para vários outros países, com destaque para os mercados emergentes.

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Mas qual a perspectiva para os próximos meses?

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É importante ressaltar que a última sexta-feira (30), também o último dia útil de janeiro, foi marcada por uma queda dos ativos brasileiros em meio a um possível enfraquecimento da tese “Sell America”, que gerou atratividade para as ações brasileiras. A queda dos ativos brasileiros ocorreu após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que nomeou o ex-diretor do Fed, Kevin Warsh, para chefiar o banco central do país quando o mandato de Jerome Powell terminar, no mês de maio.

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Warsh é considerado uma das opções menos radicais entre os vários nomes que foram cogitados para ocupar o cargo e é visto mais cauteloso em relação a estímulos monetários agressivos do que outros, fazendo com que parte dos agentes tenham considerado a indicação “hawkish” (dura) na comparação com outros nomes cotados nos últimos meses. Isso poderia levar a um cenário de juros mais altos no curto prazo nos EUA, aumentando a atratividade para o mercado americano e diminuindo, desta forma, a atratividade para os emergentes.

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Porém, analistas seguem otimistas com a tese em Brasil e veem mais fluxos para o mercado doméstico.

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Para Thiago Calestine, economista e sócio da Dom Investimentos, caso Warsh se mantenha firme no combate à inflação, o Brasil pode até se beneficiar, uma vez que indica juros mais baixos nos EUA à frente, ainda que juros um pouco mais altos do que o mercado esperava no curto prazo. Isso aumentaria o diferencial entre a taxa brasileira e a taxa dos EUA olhando um prazo mais longo, ampliando a atratividade do chamado carry trade. “O investidor estrangeiro passa a ganhar mais só por carregar ativos em real. Isso deixa o Brasil mais atrativo e pode ser muito bom para nossa economia”, diz.

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Para a XP, no cenário-base, a rotação EUA → emergentes deve permanecer intacta ao longo dos próximos trimestres, impulsionada pela desvalorização estrutural do dólar, pelo risco-retorno cada vez mais esticado das ações americanas e pela demanda sustentada por ativos reais em um ambiente de reflação tolerada pelos formuladores de política.

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“Nesse regime, os juros globais mais elevados refletem dinâmicas fiscais e inflacionárias — e não um aperto das taxas reais —, o que dá suporte a commodities e ativos reais. O Brasil se destaca como um beneficiário de beta (índice de volatilidade) elevado, dada a continuidade do ciclo doméstico de afrouxamento monetário, valuations relativos atrativos, exposição favorável aos termos de troca e forte representatividade em mineração & siderurgia”, aponta.

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Há riscos de alta dos fluxos: a persistência de pressões reflacionárias sem novo aperto monetário, reforçando a narrativa de desvalorização do dólar e acelerando a demanda por ativos reais e commodities; desempenho de commodities acima do esperado, melhorando os termos de troca e a dinâmica de fluxos para o Brasil, desencadeando um ciclo de afrouxamento doméstico mais rápido ou mais profundo do que o atualmente precificado, catalisando re-risking doméstico e entradas adicionais de fluxos em ações.

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O Bradesco BBI destaca, olhando para a América Latina como um todo, que a região está em um ponto ideal – além de forte entrada de investimentos estrangeiros, os fundamentos estão melhorando. “Observamos que os fluxos de fundos estão aumentando e se diversificando, o que continua sendo subestimado por muitos”, apontam Ben Laidler e equipe, que assinam o relatório.

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O BBI atualizou a sua tese de três frentes projetando fluxos de entrada em junho de 2025:

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Rotação global: As altas expectativas em relação ao setor de tecnologia dos EUA e a desvalorização do dólar estão impulsionando uma grande rotação, com foco nos EUA e em mercados emergentes menores. Os fluxos crescentes de ETFs (fundo de índice) ainda têm um longo caminho a percorrer, considerando as baixas alocações, e uma pequena mudança pode ter um grande impacto. Um retorno à tendência de participação de investidores estrangeiros em ações americanas implicaria um fluxo proporcional de cerca de US$ 60 bilhões para o Brasil.

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Mercados emergentes ativos: o BBI prevê 2026 como um ano de fluxo, à medida que os alocadores se movem para fechar suas baixas alocações em mercados emergentes, seja por convicção ou simplesmente por gestão de risco.

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Investidores locais: O fim da saída de capital de investidores locais do Brasil é o catalisador mais subestimado. Essas saídas superaram em muito as entradas de capital estrangeiro e a história mostra que é o início dos cortes nas taxas de juros que as interrompe. Isso cria um cenário potencial de “disparo explosivo”, à medida que as entradas de capital estrangeiro continuam.

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A América Latina é a principal vencedora da rotação global com: 1) a menor avaliação do mundo (11 vezes o preço sobre lucro), 2) maior peso do setor de commodities (27%) e menor peso do setor de tecnologia, 3) maior “carry” cambial e 4) menor tamanho do mercado de ações (0,8% do ACWI).

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Neste ambiente, o Brasil é sua principal escolha devido à flexibilidade em relação às taxas de juros e ao ciclo eleitoral, descontos em ações e câmbio e fluxos de investimento – com foco em ações sensíveis às taxas de juros, mercados de capitais e empresas estatais. “Também estamos com posição comprada no Chile devido ao seu crescimento e surpresa cambial, e na Argentina devido às reformas”, aponta.

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A XP segue otimista, mas também destaca alguns riscos negativos, sendo que o primeiro deles deve ser muito monitorado pelos mercados nas próximas semanas. São eles: um cenário de desinflação clara nos EUA que restaure a credibilidade do Fed, mantenha as taxas reais estruturalmente positivas e enfraqueça a narrativa de desvalorização do dólar; alta dos juros reais nos EUA decorrente de um ciclo de afrouxamento atrasado ou aquém do esperado (“juros altos por mais tempo”), fortalecendo o dólar e desacelerando os fluxos para emergentes; um evento global desordenado de aversão ao risco, levando a uma redução indiscriminada de risco em emergentes; deterioração de política econômica ou ruído fiscal doméstico no Brasil, reintroduzindo prêmios de risco locais e interrompendo o ciclo de afrouxamento monetário.

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Lara Rizério

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Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.

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