O Bradesco BBI considera o impacto das novas regulamentações sobre os cursos de enfermagem, que baniram a modalidade virtual, como positivo para a Cogna (COGN3). Apesar da redução temporária de cerca de 20% na oferta de cursos, a receita com matrículas nessa área é prevista para crescer em 2026 e acelerar em 2027.
No primeiro semestre de 2026, as matrículas em cursos presenciais aumentaram expressivamente, cerca de 95% em volume e 110% em receita, em comparação com o mesmo período do ano anterior. O forte desempenho é atribuído, principalmente, à redução da concorrência com o término da oferta de cursos a distância, possibilitando aumentos de preços em torno de 15% em relação a 2025.
Com a diminuição do número médio de concorrentes por cidade nos mercados da Cogna, de 6 para 4,5, a empresa está se preparando para a transição de 130 polos de cursos a distância para cursos presenciais. As matrículas para os interessados nesses polos estão sendo agendadas para mitigar o impacto na receita no primeiro semestre de 2026.
O Bradesco BBI projeta um aumento significativo na receita com a migração para o ensino presencial. A mudança de cursos a distância para presenciais tem potencial para impulsionar os ganhos da empresa, uma vez que a receita gerada pelo ensino a distância representava aproximadamente metade da receita associada ao ensino presencial.
Em relação à admissão de alunos nos cursos de enfermagem, a previsão é de crescimento em 2026 e aceleração em 2027. A expectativa é impulsionada pela acreditação de 305 centros, que representaram cerca de 18% do volume total de novos alunos em 2025.
Com um período de transição de dois anos para implementação das novas regulamentações, a Cogna não espera sofrer impactos nos custos em 2026, exceto nos cursos ministrados, cujas novas regras entrarão em vigor no segundo semestre. A empresa planeja repassar esse aumento de custos aos preços.
Quanto à Kroton, a perspectiva de crescimento no lucro para o primeiro semestre de 2026 é positiva, mantendo um crescimento robusto em torno de 9%, seguindo os aproximados 13% registrados em 2025. O banco reitera a recomendação de compra para a COGN3, com preço-alvo de R$ 4,80, respaldada pelo momento dos lucros e pela avaliação atrativa do múltiplo P/L de 7,5 vezes.
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