Fim da parceria entre Raízen e Oxxo: impacto positivo para RAIZ4 e negativo para a Femsa?

Raízen encerra parceria e deixa operação da Oxxo

A Raízen (RAIZ4) anunciou o encerramento da parceria societária com a Femsa Comércio, estabelecida em 2019 por meio da joint venture Rede Integrada de Lojas de Conveniência e Proximidade (Grupo Nós). O acordo foi estruturado com a troca de participação societária, sem envolver pagamentos entre as partes.

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Como parte do encerramento da joint venture, a Raízen passará a operar 1.256 lojas de conveniência Shell Select e Shell Café, fortalecendo seu modelo de franquias integrado à rede de postos Shell. Por sua vez, a Femsa receberá 611 mercados de proximidade Oxxo, juntamente com o Centro de Distribuição em Cajamar (SP), além de dívidas e caixa disponíveis do Grupo Nós.

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Benefícios para a Raízen e impactos na Femsa

A Raízen receberá as lojas de conveniência Shell Select e Shell Café, reforçando sua estratégia de reciclagem de portfólio e o foco no core business. O mercado previa um valor de mercado de R$ 1 bilhão para a joint venture, mas a venda dos ativos não estava no cenário base devido à incerteza no valuation. Assim, a XP Investimentos considera o anúncio neutro para as ações da Raízen, que têm se valorizado recentemente com a busca da Cosan por um sócio estratégico, mantendo a estratégia de desalavancagem.

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Por outro lado, o Itaú BBA avaliou de forma levemente negativa a transação para a Femsa. Apesar de manter 611 lojas Oxxo e a dívida do Grupo Nós, representando menos de 1% da dívida total da empresa, a avaliação é que a parceria com uma operadora local no Brasil seria vantajosa devido às características específicas do mercado brasileiro. A Femsa opera a Oxxo no país desde 2020 e, apesar disso, a expansão para além de São Paulo e Rio pode ser mais desafiadora sem um parceiro local.

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Conclusão

A decisão da Raízen de encerrar a parceria com a Femsa e assumir a operação das lojas de conveniência Shell Select e Shell Café reflete uma estratégia de fortalecimento do core business da empresa. Enquanto a XP Investimentos vê o anúncio como neutro para as ações da Raízen, o Itaú BBA avalia de forma ligeiramente negativa para a Femsa, destacando a importância de ter um parceiro local no mercado brasileiro.

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A transação sinaliza movimentos estratégicos importantes para ambas as companhias, com potenciais impactos a serem observados no mercado nos próximos meses. A análise de especialistas destaca os desafios e oportunidades decorrentes do encerramento da joint venture entre Raízen e Femsa, apontando para diferentes cenários e estratégias que as empresas podem adotar no futuro.

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