Nesta segunda-feira (10), as atenções se voltam para a abertura da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025, que acontece em Belém (PA). O evento reúne chefes de Estado, cientistas e ativistas do mundo todo para discutir metas ambientais e financiamento climático, marcando a primeira vez desde a ECO-92 no Rio de Janeiro em que o Brasil sediará uma cúpula global do clima. A expectativa é que o país aproveite essa oportunidade para reforçar compromissos ambientais e mostrar avanços na transição energética e na proteção da Amazônia.
Enquanto os líderes debatem o futuro do planeta, o mercado financeiro volta sua atenção para a divulgação do Boletim Focus do Banco Central, que traz projeções de analistas sobre indicadores como inflação, crescimento do PIB e câmbio. Essas projeções costumam orientar as expectativas do mercado em relação à política monetária, após o Copom decidir manter a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano na semana passada. Além disso, hoje também será divulgado o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) referente à primeira quadrissemana de novembro, que ajuda a avaliar o comportamento da inflação de curto prazo.
No mundo corporativo, várias empresas divulgarão resultados do terceiro trimestre de 2025, como Azzas 2154 (AZZA3), Direcional Engenharia (DIRR3), Natura (NTCO3) e outras. Enquanto no exterior, os ativos estão em alta impulsionados pelo progresso nas negociações para encerrar a paralisação do governo dos Estados Unidos.
A paralisação recorde do governo dos EUA está próxima do fim, com senadores democratas moderados apoiando um acordo para reabrir o governo e financiar alguns departamentos e agências até o próximo ano. O acordo prevê o financiamento de departamentos como Agricultura e Assuntos de Veteranos, assim como o próprio Congresso, até 30 de janeiro. Além disso, os funcionários públicos em licença não remunerada serão pagos, os repasses federais retidos para estados e municípios serão retomados, e os funcionários demitidos durante a paralisação serão reintegrados.
O INSS receberá R$ 224 milhões extras para garantir o funcionamento das agências, o atendimento pelo central 135 e parte do bônus do PGB (Programa de Gerenciamento de Benefício). A verba foi liberada após risco de paralisação do programa, que resultou em uma fila de 2,6 milhões de segurados aguardando aposentadoria e pensões em agosto.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) planeja alterar a forma como os brasileiros pagam pela energia, propondo uma variação na conta conforme o horário de consumo. A medida visa reduzir o uso de eletricidade no horário de pico, entre 18h e 21h, e deve passar por uma audiência pública de 90 dias. A expectativa é que a medida seja regulamentada no início de 2026, com implementação até o final do mesmo ano.
A poupança brasileira registrou saques líquidos de R$ 9,65 bilhões em outubro, o quarto mês consecutivo de retiradas. No acumulado de 2025, as saídas somam R$ 88,12 bilhões, com destaque para o SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) e a poupança rural. A rentabilidade segue em 0,5% ao mês mais a TR, refletindo a manutenção da Selic em 15% ao ano.
A Primeira Turma do STF rejeitou o recurso do ex-presidente Jair Bolsonaro e manteve sua condenação a 27 anos e 3 meses no caso da trama golpista. Outros seis réus, incluindo Braga Netto, Anderson Torres, Augusto Heleno e Alexandre Ramagem, tiveram seus pedidos negados. Bolsonaro só poderá ser preso após o trânsito em julgado ou se os recursos forem considerados protelatórios.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, designou o deputado Guilherme Derrite para relatar o projeto do governo Lula contra facções criminosas. Derrite, que se licenciou da Secretaria de Segurança de São Paulo, planeja endurecer penas e ampliar o tempo de prisão para líderes do crime organizado, recebendo críticas de aliados do governo por essa decisão.
O presidente da Câmara autorizou que as sessões de 10 a 21 de novembro, durante a COP30 em Belém, sejam semipresenciais, permitindo votações por aplicativo. A medida atende a pedidos de líderes de 17 partidos, enquanto Motta pretende votar na semana que vem projetos de combate ao crime organizado.
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