A Ferrari apresentou seu primeiro carro elétrico, o Elettrica, que será lançado em 2026, enquanto a montadora mantém o foco em modelos a combustão e híbridos. Apesar do avanço tecnológico, a empresa divulgou que veículos a gasolina e híbridos continuarão sendo prioridade em sua linha até 2030.
A mudança de planos evidenciou que a Ferrari passou de uma meta de 40% de veículos elétricos, 40% híbridos e 20% de modelos a combustão interna em 2030 para uma nova estratégia que visa 40% de modelos a combustão interna, 40% híbridos e 20% totalmente elétricos até o mesmo ano.
A fabricante anunciou que planeja lançar em média quatro novos modelos por ano entre 2026 e 2030, mantendo o ritmo constante que a caracteriza e que a ajudou a atrair uma clientela seleleta e a expandir sua base de clientes.
A previsão da Ferrari de crescimento da receita líquida em 5% ao ano nos próximos cinco anos decepcionou investidores, resultando em uma forte queda de 13% nas ações da empresa na Bolsa de Milão. A projeção é impulsionada pela linha de modelos, incluindo edições limitadas e personalizações, com contribuição positiva esperada dos volumes, porém em menor escala.
A marca revisou levemente para cima a projeção do Ebit ajustado para este ano, além de estabelecer metas para 2030, incluindo alcançar pelo menos 2,75 bilhões de euros nesse indicador. A margem para o mesmo período deve chegar a pelo menos 30%.
Analisando os dados financeiros, especialistas apontam que a taxa de crescimento anual composta de 6% até o fim da década, mencionada pela Ferrari, é considerada conservadora em comparação com as expectativas dos investidores. A mudança de perspectiva em relação às taxas de crescimento do Ebit provocou uma reação negativa no mercado financeiro, com ações da empresa despencando na Bolsa de Milão.
Apesar da repercussão negativa, a Ferrari reforça sua estratégia de progresso ao apresentar o primeiro carro elétrico da marca, destacando a união entre tecnologia, design e fabricação. A nova Ferrari Elettrica complementará os modelos tradicionais a gasolina e os mais recentes híbridos da montadora, reforçando seu posicionamento no mercado de carros esportivos de luxo.
Este cenário contrasta com a fraca demanda por carros elétricos de alto desempenho de luxo, o que levou a empresa a adiar o lançamento de um segundo veículo elétrico para 2028, de acordo com fontes internas da marca. A desaceleração no crescimento do Ebit em relação a projeções anteriores também gerou impacto nas ações da fabricante, demonstrando a sensibilidade do mercado às mudanças estratégicas e financeiras das empresas automobilísticas de renome como a Ferrari.
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