O mercado financeiro reagiu ao relatório de empregos dos EUA, precificando a possibilidade de retomada dos cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed). A expectativa é de uma redução acumulada de 0,5 ponto percentual até o final do ano, com setembro surgindo como o mês mais provável para o primeiro corte de juros.
Antes da divulgação dos dados, a probabilidade de redução de 25 pontos-base era de 41%, subindo para 55,3% após a notícia. Enquanto a chance de manutenção dos juros caiu de 59% para 44,7%. O mercado também passou a especular uma redução de 50 pontos-base até dezembro, com a probabilidade subindo de 34,1% para 41,9%.
O payroll dos EUA indicou a criação de apenas 73 mil empregos, ficando aquém das expectativas. Este cenário levou a uma revisão para baixo nos números de junho e maio, com a eliminação de 258 mil empregos em conjunto. A taxa de desemprego, no entanto, seguiu a linha prevista.
Com esses resultados em mãos, o mercado ajustou suas projeções, aumentando a probabilidade de um corte de juros pelo Fed como medida para estimular a economia. A perspectiva agora é de possíveis cortes em setembro, com a continuidade ao longo do ano, podendo chegar a 0,5 ponto percentual até dezembro.
A reação do mercado financeiro às notícias sobre o payroll dos EUA também reflete nos índices futuros dos Estados Unidos, que recuaram 1% após os dados abaixo do esperado serem divulgados. A expectativa anterior era de criação de 110 mil postos de trabalho, com um registro de 147 mil vagas no mês anterior.
Com o cenário de cortes de juros ganhando mais força, a probabilidade de redução de 25 pontos-base passou para o segundo lugar, enquanto a chance de manutenção dos juros durante o ano caiu significativamente. A incerteza quanto ao impacto dessas medidas na economia global e nos mercados financeiros permanece, sendo necessário acompanhar de perto as decisões do Fed nos próximos meses.
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