O sócio da Ibiuna Investimentos, Rodrigo Azevedo, destacou que, apesar da eleição de 2026 ter impactado as probabilidades políticas e os preços dos ativos, o foco imediato dos mercados brasileiros está no cenário externo, não na corrida eleitoral. Azevedo ressaltou que somente a partir do segundo trimestre de 2026 será possível fazer apostas mais sólidas sobre a eleição, enquanto a política monetária global segue sendo o principal tema para os mercados.
A percepção de uma competição acirrada na corrida presidencial ocorreu recentemente, com a queda significativa da aprovação do governo Lula no início de 2025. Antes disso, havia um consenso de que Lula tinha grande chance de reeleição. Atualmente, o cenário é de incerteza, com análises divididas igualmente. Contudo, até que haja maior clareza, o mercado continuará focado no ambiente global, segundo o gestor.
Azevedo destacou a influência do Federal Reserve no cenário econômico global, com sua política de relaxamento monetário que impacta a liquidez em dólar e sustenta ativos de risco. O gestor ressaltou a estratégia tradicional de mercado em momentos de corte de juros pelo Fed: investir em bolsa, aplicar em juros curtos, vender dólar e comprar ouro. Ele pontuou que essa dinâmica está em curso no momento atual.
No cenário atual, o ouro atingiu um novo recorde, encerrando em alta de 1,21%, a US$ 3.855,20 por onça-troy. A Ibiuna tem se beneficiado de posições em juros curtos internacionais, vendas em dólar e investimentos em metais preciosos. No Brasil, a visão é positiva, mas com alocações moderadas. A exposição da gestora está limitada devido à volatilidade eleitoral e à falta de visibilidade sobre o futuro político do país.
Azevedo ressaltou que apenas no segundo trimestre de 2026 será possível ter uma visão mais clara sobre a eleição de 2026. Até lá, a política monetária global continuará sendo o fator determinante nos mercados. Azevedo observou que a eleição de 2026 traz consigo volatilidades comparáveis apenas à disputa entre Dilma Rousseff e Aécio Neves.
Em meio à incerteza eleitoral e à influência do Federal Reserve, os mercados financeiros globais e o panorama econômico brasileiro seguem em constante movimento, com investidores atentos às mudanças nos cenários político e econômico que moldarão os próximos anos.
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