O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) estão confiantes em negociações que possam isentar as exportações de café e carne bovina brasileira das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos.
O governo norte-americano anunciou a imposição da tarifa como represália, mas setores como aeronaves, petróleo e suco de laranja foram poupados. O Cecafé argumenta que, se não houver exceção para o café brasileiro, os consumidores nos EUA poderão enfrentar preços mais altos.
O setor exportador de café destaca que, caso o produto não seja excluído das tarifas, os preços aumentarão, o que pode levar a um cenário de inflação nos Estados Unidos. Considerando que cerca de um terço do café importado pelos EUA vem do Brasil, a medida teria impactos significativos.
Tanto o Cecafé quanto a Abiec esperam resultados positivos nas negociações em andamento, visando evitar perdas que podem chegar a US$ 1 bilhão para o setor de carne bovina brasileira. O presidente da Abiec ressalta a importância do mercado americano, que é o segundo maior para a carne do Brasil, principalmente para a produção de hambúrgueres.
O Cecafé planeja continuar negociando com entidades americanas, como a National Coffee Association, na tentativa de incluir o café brasileiro na lista de exceções elaborada pelo governo dos EUA. Além disso, uma solução favorável poderia beneficiar outros países produtores de café, uma vez que os EUA são os maiores consumidores globais e não produzem o grão.
Os setores de café e carne do Brasil enfrentam a incerteza das tarifas impostas pelos EUA, destacando a importância das negociações para evitar prejuízos e impactos inflacionários. A busca por soluções que beneficiem os produtores brasileiros e os consumidores americanos é fundamental para a estabilidade do mercado global.
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