Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), as exportações de máquinas e equipamentos do Brasil para os Estados Unidos apresentaram redução em setembro em comparação com agosto. Esse cenário foi influenciado pelo aumento das tarifas de importação impostas pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros.
A expectativa inicial era de que as vendas para os EUA fossem zeradas em setembro, porém, o resultado será "menos pior do que o previsto", segundo a diretora da Abimaq, Maria Cristina Zanella. Antes dessas medidas, o Brasil exportava em média cerca de US$ 300 milhões em máquinas e equipamentos mensalmente para os EUA, totalizando US$ 3,4 bilhões em 2024.
Com a imposição das novas tarifas, os fabricantes brasileiros estão buscando estratégias para minimizar o impacto, como negociar a divisão dos custos adicionais com os clientes. Alguns projetos e entregas foram cancelados, mas as empresas estão buscando redirecionar seus produtos para outros países.
O setor mais afetado pelas mudanças é o de máquinas rodoviárias, como tratores e motoniveladoras, conhecido como "linha amarela". Antes do aumento das tarifas, a média de importação de máquinas cobrada pelos EUA sobre produtos brasileiros era próxima de zero, mas atualmente pode estar em torno de 20%.
Antes da aplicação das novas tarifas, houve um aumento significativo nas compras por parte dos norte-americanos, com as máquinas rodoviárias registrando crescimento de 68% em relação a agosto do ano anterior. No entanto, as expectativas da Abimaq apontam para uma revisão nas projeções de exportação do setor, com uma queda de 30% nas vendas externas para os EUA e um recuo de 15% no setor como um todo.
De janeiro a agosto deste ano, as exportações de máquinas e equipamentos do Brasil totalizaram US$ 8,3 bilhões, apresentando um leve recuo de 0,1%. A Abimaq destacou que um panorama mais claro sobre o impacto das novas tarifas poderá ser observado nos próximos meses, à medida que as negociações entre as empresas brasileiras e americanas avançarem.
Essas mudanças no mercado de exportações entre Brasil e EUA impactam diretamente o setor de máquinas e equipamentos do país, que terá que se adaptar e buscar novas estratégias para manter a competitividade internacional. A Abimaq continuará monitorando a situação e ajustando suas projeções de acordo com a evolução do cenário econômico e das relações comerciais entre os dois países.
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