Um levantamento realizado pelo Bradesco BBI, com base em dados da Economática do primeiro semestre de 2025, revelou a influência da alavancagem financeira no desempenho das empresas do Ibovespa. Entre as 10 companhias menos alavancadas, apenas a WEG (WEGE3) apresentou retorno negativo, enquanto o retorno médio do grupo foi próximo de 30%.
A WEG (WEGE3), com uma dívida líquida/EBITDA de -0,3, registrou uma queda de 27,24% no período analisado. Por outro lado, empresas como a Rede D'Or, Totvs e Lojas Renner tiveram retornos expressivos, com destaque para a Totvs, que obteve um retorno de 62,24%.
Já entre as 10 empresas mais endividadas, cinco registraram perdas expressivas, com quedas médias de 19%. Com dívida líquida/EBITDA próxima de 5 vezes, algumas empresas demonstram a necessidade de resultados estáveis por cinco anos apenas para pagar credores.
Apesar das diferenças entre as empresas listadas, o índice médio de alavancagem situa-se em cerca de 2 vezes dívida líquida/EBITDA. Isso reflete um ciclo de desalavancagem prolongado, combinado com baixo crescimento e taxas de juros elevadas, segundo o Bradesco BBI.
O Bradesco BBI destaca que um endividamento excessivo pode aumentar o risco financeiro das empresas e reduzir o seu valor, especialmente em momentos de crise, queda nas vendas ou aumento das taxas de juros. Portanto, a análise da alavancagem é essencial para compreender a saúde financeira e o potencial de retorno das empresas listadas no Ibovespa.
Essa análise ressalta a importância de um equilíbrio saudável entre endividamento e rentabilidade para as empresas, visando garantir sua sustentabilidade e valorização no mercado acionário. A comparação entre companhias menos alavancadas e mais endividadas evidencia como a gestão financeira influencia diretamente o desempenho e a valorização das ações no mercado de capitais brasileiro.
Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!
Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!