No mercado financeiro brasileiro, as taxas dos DIs de curto prazo encerraram a quinta-feira com leves baixas, acompanhando a tendência de redução dos rendimentos dos Treasuries nos Estados Unidos. No fechamento do dia, a taxa do DI para janeiro de 2027 estava em 13,98%, contra 13,999% da sessão anterior. Já a taxa para janeiro de 2028 marcou 13,325%, representando uma queda de 3 pontos-base em relação ao ajuste anterior.
Por outro lado, as taxas longas encerraram a sessão mais próximas da estabilidade. Para janeiro de 2031, a taxa ficou em 13,635%, ante 13,645% do ajuste anterior. Enquanto o contrato para janeiro de 2033 registrou uma taxa de 13,82%, ligeiramente acima de 13,815%.
A divulgação de novos dados sobre o mercado de trabalho nos EUA influenciou o mercado financeiro, confirmando a expectativa de investidores de que o Federal Reserve irá cortar os juros neste mês. Com a abertura de 54.000 postos de trabalho no setor privado em agosto, em comparação com 106.000 em julho, e o aumento dos pedidos iniciais de auxílio-desemprego, a tendência de queda nos rendimentos dos Treasuries se intensificou ao longo do dia.
No Brasil, as taxas dos DIs apresentaram ganhos no fim da manhã, principalmente nos contratos mais longos, mas voltaram a perder força à tarde, em consonância com os Treasuries. A realização de leilões de títulos públicos pelo Tesouro Nacional também impactou a movimentação das taxas futuras.
Com os investidores aguardando o relatório de empregos payroll e sem grandes novidades, as taxas futuras no Brasil encerraram o dia com variações modestas. As apostas para o próximo encontro de política monetária do Banco Central indicam que a Selic deve permanecer em 15%, com 99% de probabilidade de manutenção.
Na última atualização disponível, as opções de Copom negociadas na B3 apontavam 93,58% de chances de manutenção da Selic. Enquanto isso, o rendimento do Treasury de dez anos, considerado referência global para decisões de investimento, caía 4 pontos-base, a 4,167%. A expectativa é que o cenário internacional continue influenciando o mercado financeiro nacional nas próximas sessões.
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