O controlador do banco Master, Daniel Vorcaro, foi solto neste sábado após 11 dias de prisão na Operação Compliance Zero. Ele e outros quatro executivos conseguiram habeas corpus no TRF-1. A desembargadora Solange Salgado destacou que os crimes atribuídos a Vorcaro não envolvem violência.
A decisão substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, comparecimento periódico em juízo, proibição de manter contato com outros investigados, entre outros. Vorcaro já teve seu passaporte retido e foi preso ao tentar embarcar em um jatinho particular com destino ao exterior.
De acordo com a investigação da Polícia Federal, Vorcaro é acusado de participar de fraudes financeiras de R$ 12,2 bilhões. O Banco Master teria vendido carteiras falsas de crédito ao BRB para cobrir o rombo nas contas. O Master argumenta que agiu de boa fé ao permitir a substituição das carteiras de crédito por outros ativos.
Em março, o BRB fez uma oferta de compra pelo Master, mas o Banco Central vetou a transação após intensa disputa nos bastidores. No dia 18 de novembro, o BC decretou a liquidação extrajudicial do Master, um dia após um consórcio demonstrar interesse em adquiri-lo.
A expectativa é que Vorcaro seja liberado com a tornozeleira eletrônica. Em casos sem equipamentos disponíveis, a colocação pode ser agendada após a liberação. A investigação apontou falhas e omissões do BRB no caso das fraudes, o que levou à prisão de executivos e à liquidação do Banco Master.
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