O ex-CFO da Ambipar, João Daniel Pirran de Arruda, marcou uma reunião com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para a próxima segunda-feira, acompanhado por dois escritórios de advocacia de renome. Um dos escritórios foi responsável pela defesa do ex-CEO da Americanas, enquanto o outro atuou na defesa da Braskem durante a CPI que investigou a empresa após a tragédia ambiental em Maceió.
Arruda, formado em administração de empresas pela FGV, ocupou o cargo de diretor financeiro na Ambipar por pouco mais de um ano, após uma longa trajetória no Bank of America Merril Lynch. Sua saída do cargo ocorreu em 22 de setembro, sendo substituído pelo então diretor de relações com investidores, Ricardo Rosanova Garcia.
A Ambipar enfrenta uma crise profunda, com suas ações sofrendo uma queda de 54% em um único dia e acumulando uma queda de 90% em um mês. Diante desse cenário, a empresa avalia a possibilidade de entrar com um pedido de recuperação judicial no Brasil e nos Estados Unidos, devido às consideráveis dívidas e garantias no país estrangeiro.
A crise teve início a partir de mudanças em um contrato de empréstimo de US$ 35 milhões firmado entre a Ambipar e o Deutsche Bank, que resultaram em um desequilíbrio nas contas da empresa. Além disso, os credores da Ambipar estão em busca de respostas sobre o paradeiro de um suposto caixa de R$ 4,7 bilhões reportado pela empresa, visto que até o momento foram encontrados apenas cerca de R$ 430 milhões.
A situação delicada da Ambipar evidencia a complexidade da crise que a empresa enfrenta e a necessidade de medidas urgentes para reverter esse cenário desafiador. Com a marcação da reunião com a CVM, o ex-CFO da empresa busca esclarecer os fatos e possíveis desdobramentos dessa crise que tem impactado fortemente o mercado.
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