ETF brasileiro EWZ cai mais de 1% em meio a conflito no Irã; ADR da Petrobras sobe 4%

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Cenário é de aversão ao risco, mas petroleiras repercutem avanço da commodity

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Lara Rizério

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02/03/2026 08h12 •

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Atualizado 3 minutos atrás

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A sessão desta segunda-feira (2) promete ser de aversão ao risco também para os mercados brasileiros, após conflito militar no Oriente Médio e a possibilidade de que dure semanas, ameaçando desestabilizar a recuperação econômica global e possivelmente reacender a inflação.

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Às 7h58 (horário de Brasília), o EWZ, principal ETF brasileiro negociado no mercado americano, caía 1,29%, a US$ 38,25, no pré-market desta segunda.

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Por outro lado, os ADRs (recibo de ações negociado na Bolsa de Nova York) da Petrobras (PETR3;PETR4) PBR, equivalentes aos ordinários) subiam 4,27%, a US$ 17,33, em meio ao avanço de cerca de 8%, na casa dos US$ 78 o barril, após abrir avançando cerca de 12%.

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Conforme destaca em relatório Regis Cardoso, head de óleo, gás e petroquímicos da XP Investimentos, é importante observar que há uma incerteza significativa em relação aos desenvolvimentos futuros e, neste estágio, só podemos trabalhar com análises de cenários.

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Embora uma possível interrupção da produção iraniana seja significativa, o principal risco reside na propagação do conflito pela região e no potencial impacto nos fluxos comerciais através do Estreito de Ormuz por um período prolongado.

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Cardoso ressalta que o efeito imediato é um aumento moderado dos preços do petróleo. No entanto, riscos adicionais podem levar a um aumento ainda maior dos preços. Neste contexto, as ações de E&P provavelmente se beneficiam dos preços mais altos do Brent.

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Para cada aumento de US$ 10/bbl (barril) no Brent, estima que os FCFE yields (Rendimento do Fluxo de Caixa Livre) aumentem aproximadamente 10 pontos percentuais (pp) para a Brava (BRAV3), +6 pp para a PetroReconcavo (RECV3) e +5pp para a PRIO (PRIO3) e a Petrobras (PETR3;PETR4).

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“Dentro de nossa cobertura, continuamos a preferir a PRIO e a Petrobras – essas são as duas empresas menos alavancadas em relação aos preços mais altos do petróleo, mas acreditamos que elas continuam a oferecer o melhor equilíbrio entre risco e retorno”, avalia a equipe da XP.

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Lara Rizério

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Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.

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