Na última audiência de custódia, a estudante de veterinária Beatriz Leão Montibeller Borges, de 25 anos, teve sua prisão mantida pela Justiça do Rio. Ela é investigada por associação ao tráfico no Paraná e foi presa em um apartamento em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, no final de agosto. Segundo a polícia, Beatriz mantinha relacionamento com um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Paraná e estava foragida desde março.
Os advogados da jovem afirmam que ela é inocente e que já existe um habeas corpus pendente de julgamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo a defesa, Beatriz teve seu nome incluído nas investigações devido ao relacionamento anterior com o ex-namorado, que cumpria pena na Colônia Penal Agrícola Industrial de Piraquara e teve um celular apreendido com comprovantes de pagamentos em nome dela, sem indícios de participação direta em atividades ilícitas.
A defesa rebate as afirmações de que Beatriz levava uma vida de ostentação, descartando a associação de sua imagem a uma vida de riqueza. Ressaltam que o apartamento onde ela foi encontrada não era de luxo, mas uma hospedagem temporária pelo Airbnb até 31 de agosto. Os advogados também destacam que Beatriz é mãe de uma criança menor de 12 anos, o que torna a prisão preventiva ainda mais grave.
Segundo o delegado da Polícia Civil do Paraná, Thiago Andrade, Beatriz tinha influência sobre as decisões financeiras da quadrilha, determinando o que poderia ser comprado. Ele também afirmou que o ex-namorado bancava a vida luxuosa que ela ostentava nas redes sociais, incluindo viagens e faculdades.
Nas redes sociais, Beatriz compartilhava vídeos de danças, treinos em academias e fotos de biquíni para um público de aproximadamente 2,6 mil pessoas. Ela também se dedicava à rotina de musculação, compartilhando exercícios como agachamentos e flexões. Beatriz se autodeclarava natural de Bagé, no Rio Grande do Sul, mas morava em Curitiba, onde estudava medicina veterinária e possuía três empresas em seu nome.
A defesa de Beatriz reforça que o caso deve ser analisado com serenidade e respeito às garantias constitucionais, confiando que prevalecerá a Justiça e o direito à presunção de inocência. Enquanto isso, a investigação prossegue para esclarecer detalhes sobre a relação da estudante de veterinária com o PCC no Paraná.
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