Fernando Tendolini, estrategista da Fator, acredita que o Ibovespa ainda tem espaço para alcançar os "mágicos 200 mil pontos" nos próximos 12 meses, o que representa um potencial de valorização de 30%. Segundo ele, o otimismo não se restringe apenas ao índice brasileiro, mas abrange também os mercados emergentes como um todo.
O cenário de busca global por diversificação tem impulsionado não só o Ibovespa, mas também outros mercados emergentes, devido à precificação atrativa dos ativos no Brasil e ao interesse em direcionar recursos para países emergentes.
A expectativa de juros menores, reforçada pelo Relatório Focus e pelos dados de inflação, contribui para a dinâmica positiva do mercado. Além disso, a apreciação cambial, resultante do fluxo de capitais, também sustenta a visão otimista dos investidores.
Outro fator relevante foi a temporada de resultados, que, segundo Tendolini, apresentou números sólidos e dentro do esperado, reduzindo a sensação de frustração do mercado. Empresas como a Minerva surpreenderam positivamente, o que contribui para o panorama favorável.
O estrategista destaca a importância da diversificação em ativos alternativos, como o ouro, e ressalta a relevância dos emergentes como fornecedores de matérias-primas, papel no qual o Brasil se destaca.
Com a valorização do real, a alta do Ibovespa pode superar 40%, em comparação com os cerca de 30% em reais. Tendolini enfatiza a importância de se posicionar na Bolsa para 2026, considerando o ciclo de corte de juros e a oportunidade para investidores locais aumentarem sua alocação.
Na escolha dos setores, Tendolini recomenda atenção ao fluxo de caixa e destaca a relevância de empresas com forte conversão de caixa e antecipação de dividendos, como utilities e grandes bancos. Ele também menciona o fundo de ações da Fator focado em empresas do índice IDIV, com distribuição mensal de dividendos.
O estrategista alerta para os desafios das empresas menores, especialmente no varejo doméstico, diante da concorrência das grandes marcas e da logística do e-commerce. A presença de investidores internacionais no mercado brasileiro deve aumentar, impulsionada pela busca por diversificação em ativos e moedas.
Com políticas nos EUA estimulando a diversificação, os investidores podem se voltar para novas teses de investimento, como energia sustentável, data centers e metais estratégicos. Tendolini aponta para a possível demanda por materiais pouco conhecidos, sugerindo uma nova onda de oportunidades de investimento no mercado.
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