Estrangeiro ‘tira o pé’ e reduz fluxo para fundos de ações no Brasil
Apesar disso, o Brasil segue sendo o principal destino para aportes em fundos de equities ativos e passivos em 2026 entre emergentes
Paulo Barros
13/02/2026 09h42 •
Atualizado 10 minutos atrás
Notas de real e dólar em imagem de ilustração18 de dezembro de 2024REUTERS/Amanda Perobelli
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O Brasil recebeu US$ 511 milhões em entradas líquidas para fundos de ações na última semana. O volume representa desaceleração em relação aos US$ 1,3 bilhão registrados na semana anterior.
De acordo com levantamento do JPMorgan, apesar da moderação no fluxo mais recente, o Brasil lidera o ranking de captação em 2026 dentro desse grupo de países monitorados com atualização semanal.
O movimento ocorre em um contexto de fortalecimento dos fluxos para ações de mercados emergentes como um todo. Na semana, os fundos dedicados a emergentes captaram US$ 8,5 bilhões, acima dos US$ 7,9 bilhões da semana anterior. No acumulado do ano, esses fundos somam US$ 55,5 bilhões em entradas, o maior volume já registrado para o período, segundo o banco.
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Os ETFs responderam por US$ 6,4 bilhões do fluxo semanal, enquanto os fundos tradicionais receberam US$ 2,1 bilhões, no maior volume para essa categoria desde janeiro de 2023 e na quinta semana consecutiva de captação líquida.
Fluxo global: Ásia lidera entradas, Coreia tem forte saídaEntre os principais mercados, Taiwan registrou entrada de US$ 1,9 bilhão, revertendo a saída da semana anterior. A Índia manteve captação positiva, com US$ 1 bilhão, enquanto a Tailândia recebeu US$ 944 milhões, maior valor desde dezembro de 2010.
Na Ásia, a Coreia do Sul teve saída de US$ 4,8 bilhões, ampliando o movimento negativo observado na semana anterior. A Indonésia também registrou retirada, de US$ 88 milhões.
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Na região EMEA, a África do Sul voltou a captar recursos, com entrada de US$ 336 milhões. Emirados Árabes Unidos e Catar tiveram ingressos de US$ 99 milhões e US$ 54 milhões, respectivamente. Entre os países com dados divulgados com uma semana de defasagem, Arábia Saudita e Turquia registraram entradas de US$ 364 milhões e US$ 134 milhões.
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Paulo Barros
Jornalista, editor de Hard News no InfoMoney. Escreve principalmente sobre economia e investimentos, além de internacional (correspondente baseado em Lisboa)
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