Os leilões de rodovias previstos para 2026 prometem movimentar o setor, com investimentos estimados em cerca de R$ 130 bilhões. O Goldman Sachs aponta que, apesar desse montante expressivo, a competitividade tem limitado a criação de valor nas negociações recentes.
Com base na Taxa Interna de Retorno (TIR) e no custo médio ponderado (WACC), o banco calcula que um spread de 100 pontos-base entre esses dois valores poderia gerar aproximadamente 3% de Valor Presente Líquido (VPL) sobre o investimento. No entanto, a concorrência acirrada, principalmente em projetos entre R$ 4 bilhões e R$ 8 bilhões, tem reduzido esse potencial.
Para a Motiva (MOTV3), vencer projetos de grande porte seria crucial para gerar valor significativo, conforme apontado pelo Goldman Sachs. Mesmo em um cenário hipotético de R$ 10 bilhões em investimentos e um spread de 300 pontos-base sobre o WACC, a criação de valor seria de cerca de R$ 900 milhões, uma fração do valor de mercado da empresa.
O Bradesco BBI segue com recomendação favorável para a Motiva, destacando a possibilidade de geração de valor por meio da renovação de ativos e melhorias na eficiência operacional. Já para a EcoRodovias (ECOR3), os compromissos de investimento já excedem seis vezes a capitalização de mercado da empresa, limitando sua capacidade de participar de novos projetos.
Apesar do desempenho operacional positivo da EcoRodovias, o banco prevê uma manutenção da alavancagem acima de 4 vezes nos próximos anos, devido aos investimentos em andamento. Para a Rumo (RAIL3), a expectativa é de um cenário favorável para os volumes em 2026, embora os rendimentos no primeiro semestre possam não seguir o mesmo ritmo.
Já a Vamos (VAMO3) tem perspectivas de melhoria da utilização com a expansão de lojas e a consolidação do produto Sempre Novo, enquanto a Armac (ARML3) avança no processo de turnaround com medidas de eficiência e renegociação de contratos menos rentáveis.
O Bradesco BBI mantém recomendação neutra para a Mills (MILS3), destacando oportunidades de crescimento em diversos segmentos da empresa. Em geral, o banco mantém uma visão positiva para o setor de rodovias, valorizando empresas que combinam crescimento de volumes, eficiência operacional e disciplina financeira. A competitividade do ambiente é um desafio a ser superado pelas companhias em busca de valorização no mercado.
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