Os contratos futuros do petróleo encerraram o pregão desta quarta-feira em alta, interrompendo uma sequência de três quedas consecutivas. A alta foi impulsionada pela redução significativa nos estoques de petróleo nos EUA, superando as expectativas, e pela especulação em torno do encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping. Mesmo com a decisão do Federal Reserve de cortar os juros em 0,25 pontos percentuais, a influência nos negócios foi marginal.
O petróleo WTI para dezembro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou com alta de 0,55%, atingindo US$ 60,48 o barril. Enquanto o Brent para janeiro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), registrou um avanço de 0,76%, alcançando US$ 64,32 o barril.
Apesar da recuperação, os preços seguem em trajetória de queda pelo terceiro mês consecutivo. Esse cenário é resultado das expectativas de um excedente global de petróleo, enquanto a Opep+ se prepara para aumentar a produção em sua próxima reunião. Soojin Kim, do MUFG, destacou que essa perspectiva tem pressionado o mercado petrolífero.
Paralelamente, o mercado está atento aos desdobramentos do acordo de paz em Gaza, que se encontra em situação delicada após novos ataques israelenses. A fragilidade desse acordo tem impacto direto na estabilidade da região e também contribui para a volatilidade dos preços do petróleo.
Em meio a essas variáveis, os investidores seguem de olho nas movimentações do mercado de commodities, que tendem a ser impactadas por questões geopolíticas e econômicas globais. A expectativa é de que as próximas decisões da Opep+ e o desenrolar das negociações entre EUA e China possam influenciar diretamente os rumos do mercado de petróleo nas próximas semanas.
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