O mercado de trabalho nos Estados Unidos enfrenta um ritmo lento de criação de empregos em agosto, com previsão de aumento da taxa de desemprego para 4,3%. Economistas apontam fatores como as tarifas de importação do presidente Donald Trump e a redução do contingente de mão de obra devido a políticas restritivas de imigração como responsáveis pela desaceleração.
Os impostos de Trump, que elevaram a taxa média de tarifas para o maior nível desde 1934, geraram preocupações com inflação. A incerteza na política comercial, apesar de alguma dissipação, persiste com a recente decisão de um tribunal de apelações dos EUA de declarar a maioria das tarifas como ilegais.
Economistas ressaltam que a incerteza é um fator prejudicial para o mercado de trabalho, com empresas interrompendo atividades devido às tarifas e ações do Fed. A pesquisa da Reuters prevê a abertura de 75.000 empregos fora do setor agrícola em agosto, próximos aos 73.000 de julho, refletindo a redução na oferta de mão de obra.
As revisões dos dados de junho e julho estarão em destaque, após reduções significativas no número de vagas criadas nos meses anteriores. A contagem inicial de empregos em agosto costuma apresentar uma tendência fraca, com revisões posteriores podendo mostrar maior robustez.
Economistas defendem o modelo "nascimento e morte" utilizado pelo Escritório de Estatísticas do Departamento do Trabalho para estimar a criação ou perda de empregos devido à abertura ou fechamento de empresas. Essa modelagem é sensível a revisões e pode influenciar os dados de emprego divulgados.
Os ganhos de emprego nos EUA foram de 35.000 em média por mês no segundo trimestre, em comparação com 123.000 no mesmo período do ano anterior. A desaceleração do crescimento do emprego reflete a conjuntura econômica e as pressões externas que afetam o mercado de trabalho no país.
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