A equipe de estratégia do Bradesco BBI prevê que o último trimestre de 2025 será o período de maior destaque para a América Latina, após meses de desempenho forte. A região já acompanha a recuperação dos Estados Unidos e se destaca com altas superiores a 30% no ano, juntamente com outros mercados emergentes e desenvolvidos.
Segundo os estrategistas, apesar da sazonalidade negativa tradicionalmente observada em setembro nos mercados globais, índices como o Ibovespa e Mexbol costumam apresentar ganhos nesse período. E, mais do que isso, setembro costuma ser um indicativo da forte valorização que ocorre entre outubro e dezembro, à medida que os investidores se posicionam para o ano seguinte.
O cenário para a América Latina é impulsionado por dois importantes fatores no Brasil, de acordo com os estrategistas: o ciclo de cortes nas taxas de juros e o calendário eleitoral. A expectativa é que esses elementos, aliados à sazonalidade positiva e fluxos técnicos favoráveis, impulsionem o rali de recuperação iniciado no último trimestre de 2024.
O relatório destaca que a América Latina tem sido impulsionada por prêmios de risco menores e valuations mais altos, apesar da desaceleração no crescimento dos lucros. O Brasil e o Chile são mencionados como as principais bets da instituição, que reforça suas posições em ações sensíveis a juros no Brasil, como Hapvida e MRV&Co.
No Brasil, apesar da desaceleração econômica e das revisões negativas para o crescimento dos lucros, o país se destaca devido à sua combinação única de inflação acima da meta e as maiores taxas reais do mundo. O mercado brasileiro ainda apresenta potencial de valorização, com o cenário político menos polarizado e a expectativa de corte de juros em janeiro de 2026.
Já no Chile, a expectativa é uma vitória da direita nas eleições presidenciais, o que pode impulsionar a recuperação do tradicional "prêmio Chile" no valuation, apoiado por uma agenda de reformas e recuperação econômica liderada por investimentos.
México e Argentina também são analisados pelo Bradesco BBI. O México apresenta valuations atrativos e crescimento econômico resiliente, apesar dos desafios das renegociações do USMCA e da volatilidade cambial. Já a Argentina é considerada como o mercado menos favorecido, mas com potencial de valorização caso as eleições tragam sinais positivos para a administração.
O relatório alerta para a importância do timing, ressaltando que mercados com valuations altos e otimismo excessivo podem ser vulneráveis a decepções. O BBI se mostra neutro em relação ao México, destacando que os valuations do país estão desafiadores. Enquanto para a Argentina, a exposição é abaixo da média, sendo necessário acompanhamento das eleições para avaliar possíveis impactos.
O Bradesco BBI destaca que o cenário para as bolsas na América Latina, incluindo o Brasil, é promissor, com o potencial de um forte desempenho nos últimos meses de 2025. A expectativa de fatores como cortes nas taxas de juros, sazonalidade positiva e fluxos técnicos favoráveis impulsiona a confiança dos investidores na região, que é vista como uma das mais promissoras no cenário global.
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