Escolha de Miran por Trump para o Fed preocupa JPMorgan e pressiona Treasuries

Escolha de Miran por Trump para o Fed pode impactar Treasuries

Analistas do JPMorgan Chase apontam que a indicação de Stephen Miran para um cargo chave no Federal Reserve pelo presidente Donald Trump pode influenciar a curva dos rendimentos do Tesouro americano. A adoção de Miran, conhecido por apoiar as políticas de Trump, pode resultar em uma inclinação ainda maior na curva, que já se encontra em seu nível mais alto em quatro anos.

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O spread entre os rendimentos dos títulos de 5 e 30 anos dos EUA já apresentou aumento após a escolha de Miran. No entanto, a indicação ainda precisa passar pela confirmação do Senado. A possibilidade de Miran defender políticas governamentais que têm efeitos desinflacionários, como as tarifas de Trump, pode sustentar uma postura mais "dovish" por parte do Fed, influenciando a inclinação observada na curva dos Treasuries.

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Na sexta-feira, os rendimentos dos títulos de 30 anos se mantiveram estáveis em 4,82%. O spread atual, acima de 100 pontos-base, representa mais que o dobro do que foi registrado no início do mandato de Trump. O mercado reagiu com cautela diante da incerteza gerada por medidas como as tarifas de abril e os aumentos de gastos fiscais decorrentes de recentes decisões do governo.

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Miran, coautor de um artigo que defende reformas no Federal Reserve, é visto como um nome que pode trazer incerteza, mas não necessariamente será o fator determinante para a curva de juros. Para o estrategista Frederik Romedahl, do Danske Bank, questões como déficit fiscal, emissão de títulos e as perspectivas de curto prazo do Fed terão maior peso nas movimentações do mercado.

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Diante de dados econômicos fracos divulgados recentemente, os mercados futuros de juros estão apostando cada vez mais em cortes na taxa básica. A probabilidade de um corte de 25 pontos-base em setembro é atualmente de 95%, com expectativas de ao menos mais uma redução até o final do ano. A divulgação do índice de inflação de julho na próxima semana também é aguardada, com previsões de desaceleração em relação ao mês anterior.

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O economista Michael Feroli, do JPMorgan, já ajustou sua projeção para o próximo corte de juros em setembro após a indicação de Miran. Ele mantém a previsão de mais três cortes nas reuniões seguintes do Fed. Com base nas movimentações do mercado e nas indicações de política monetária, os investidores continuam atentos às perspectivas econômicas e às decisões do Federal Reserve diante do cenário atual.

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