Em setembro, os preços ao produtor nos Estados Unidos apresentaram alta de 0,3%, impulsionados principalmente pelo aumento nos custos dos produtos de energia e o repasse de tarifas. Esse índice, referente à demanda final, registrou um aumento após uma queda de 0,1% em agosto.
A alta nos preços ao produtor nos últimos 12 meses até setembro foi de 2,7%, mantendo a margem de crescimento registrada em agosto do mesmo ano. Esses dados foram divulgados pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho, que havia adiado a publicação do relatório devido a uma paralisação de 43 dias do governo.
Os preços dos bens apresentaram um aumento significativo de 0,9% em setembro, o maior desde fevereiro de 2024. Este aumento foi impulsionado principalmente pelos produtos de energia, que tiveram uma alta de 3,5%, representando dois terços do aumento nos preços dos bens.
Já os preços dos serviços no atacado permaneceram inalterados em setembro, após uma queda de 0,3% em agosto. A redução nas margens comerciais reflete a absorção de parte das tarifas sobre produtos importados, implementadas pelo presidente Donald Trump, pelos atacadistas.
Apesar do aumento nos custos ao produtor, os preços ao consumidor permaneceram moderados, com exceção de alguns produtos específicos, como carne bovina, café e bananas, que registraram aumento de preço no supermercado. A expectativa dos economistas é de uma elevação da inflação nos próximos meses, devido ao repasse das tarifas de importação.
Em outubro, o governo informou que o índice de preços ao consumidor subiu 0,3% em setembro, após uma alta de 0,4% em agosto. Esses dados são essenciais para o cálculo do ajuste de custo de vida para 2026, que impacta milhões de aposentados e beneficiários de benefícios.
Com esses números em mente, as chances de um novo corte na taxa de juros pelo Federal Reserve em dezembro aumentaram, apesar das preocupações de algumas autoridades do banco central dos EUA em relação à inflação. O contexto atual, com aumento nos custos de energia e repasse de tarifas, aponta para um cenário de pressão inflacionária nos próximos meses.
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