O Banco Master divulgou uma nota afirmando que não foi responsável pelos empréstimos repassados ao Banco de Brasília (BRB), que resultaram na Operação Compliance Zero. Segundo a instituição, a empresa que originou os créditos foi a responsável pela operação e pela documentação irregular.
No entanto, o Master não esclareceu pontos levantados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, como a criação da Tirreno Consultoria de Crédito por um ex-funcionário do banco e a mudança de nome e aumento do capital social da empresa antes de assinar contrato com o Master.
De acordo com o juiz da 10.ª Vara Criminal do Distrito Federal, a suspeita é de que o Master associou-se de forma ilícita a uma Sociedade de Crédito Direto para inflar seu patrimônio, vendendo carteiras inexistentes ao BRB.
Uma análise feita pelo Banco Central em 30 CPFs fornecidos pela Tirreno não encontrou evidências de empréstimos. O BC destacou a falta de correspondência entre as operações e os fluxos financeiros.
O BRB afirmou ter liquidado ou substituído R$ 10 bilhões dos R$ 12,2 bilhões repassados. No entanto, o motivo pelo qual cláusulas contratuais não foram cumpridas, levando a uma troca por carteiras em vez do retorno integral dos recursos, não foi esclarecido pelo Master.
O juiz também destacou a atuação suspeita do BRB, que passou a exigir documentos adicionais apenas após a intervenção do Banco Central e não cumpriu cláusulas contratuais que previam a devolução imediata de valores.
Por fim, o Banco Master e o BRB estão sob escrutínio das autoridades por conta da Operação Compliance Zero, que revelou transações e irregularidades que levantaram questionamentos sobre a conduta das instituições financeiras e suas relações com terceiros. A investigação segue em andamento para apurar todas as irregularidades apontadas até o momento.
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