A Brava Energia (BRAV3) anunciou um acordo financeiro relevante no dia em que revelou os resultados do segundo trimestre de 2025. A empresa fechou a antecipação de recebíveis com a Yinson, o que resultará em um ingresso imediato de US$ 260 milhões em caixa e geração de aproximadamente US$ 40 milhões em créditos fiscais, segundo a XP Investimentos.
O acordo envolve contas a receber no balanço da Brava com valor nominal de cerca de US$ 410 milhões. A monetização com desconto traz uma perda contábil de US$ 150 milhões, porém essa diferença gerará um benefício fiscal relevante.
Apesar do anúncio positivo, o mercado não reagiu como esperado. As ações da companhia caíram 1,48% às 14h30 (horário de Brasília), cotadas a R$ 19,98.
A XP Investimentos avalia que o efeito líquido da operação é positivo, impactando diretamente a liquidez e a alavancagem da companhia. A Brava havia encerrado o primeiro trimestre com alavancagem de 3,4 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda acumulado em 12 meses (LTM).
A Brava emitiu US$ 500 milhões em debêntures locais para quitar dívidas anteriores e melhorar sua estrutura de capital. Com a operação com a Yinson, o fluxo de caixa da empresa melhora e a estrutura de capital se torna mais simples.
O Bradesco BBI prevê um Ebitda de R$ 1,35 bilhão no segundo trimestre, representando um aumento de 26% em relação ao trimestre anterior. A projeção é apoiada principalmente pelo aumento da produção nos ativos offshore da empresa.
A Teleconferência da Brava com analistas indicou que a dívida líquida deve encerrar o ano entre 1,7 e 2,3 vezes o Ebitda, representando uma redução significativa em relação ao patamar atual.
Apesar das dúvidas após a fusão que deu origem à Brava Energia, o mercado parece estar mudando de opinião. No mês de julho, as ações BRAV3 tiveram alta de 13,45%, enquanto concorrentes como PRIO3 e RECV3 apresentaram queda.
O Bradesco BBI acredita que a Brava será destaque no setor de petróleo e gás na temporada de resultados da América Latina, com a administração enfatizando que a desalavancagem deve acelerar no segundo semestre de 2025.
A XP Investimentos compartilha da visão de melhora na percepção dos investidores com o aumento de produção, reforço de caixa, benefícios fiscais e reorganização de passivos, embora reconheça os riscos associados a flutuações no preço do petróleo e estabilidade da produção.
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