A curva a termo brasileira fechou em alta nesta segunda-feira, em contrapartida ao recuo dos rendimentos dos Treasuries no exterior. Investidores optaram por comprar taxas no Brasil após a divulgação dos dados de empregos formais do Caged.
Logo após a divulgação dos números, a taxa do DI para janeiro de 2027 estava em 14,065%, em alta em relação ao ajuste anterior. Já a taxa para janeiro de 2028 marcou 13,38%, representando uma elevação de 4 pontos-base.
Pela manhã, as taxas nos contratos de Depósitos Interfinanceiros oscilaram para baixo, em meio à expectativa de dados fracos sobre a geração de empregos no Brasil. Os analistas aguardavam a divulgação dos números do Caged, que estava prevista para as 14h30.
A expectativa era de que o Caged apresentasse números decepcionantes, com projeções indicando a geração de 100.000 postos de trabalho formal em agosto, abaixo dos 160 mil esperados pelos economistas.
No entanto, o Ministério do Trabalho e Emprego informou que o Brasil abriu 147.358 vagas formais de emprego em agosto, número abaixo do projetado, mas acima das expectativas iniciais. Essa notícia fez parte do mercado mudar de venda para compra de taxas à tarde, levando as taxas para terreno positivo.
Apesar do cenário local, as taxas dos Treasuries nos EUA estavam em baixa, com preocupações em relação à paralisação do governo norte-americano caso uma legislação orçamentária não fosse aprovada.
Durante o dia, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou o compromisso do governo com as metas fiscais estabelecidas para 2025 e 2026 e a importância do ajuste fiscal.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também destacou o trabalho contínuo da autoridade monetária para garantir a convergência da inflação para a meta de 3% em 2026. A segurança na transição para novos diretores do BC foi salientada pelo diretor de Política Econômica da instituição, Diogo Guillen.
No cenário de mercado, a probabilidade de manutenção da Selic em 15% na próxima reunião do Copom foi precificada em 100%.
Os juros futuros subiram no Brasil após a divulgação dos dados de emprego formal, com investidores reagindo à abertura de vagas abaixo do esperado. O cenário internacional e as projeções do Banco Central e Ministério da Fazenda também influenciaram a movimentação do mercado de taxas. A curva a termo brasileira fechou o dia em alta, divergindo do comportamento dos Treasuries no exterior.
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