A Eletrobras anunciou a conclusão da venda da usina termelétrica Santa Cruz, movida a gás natural, localizada no Rio de Janeiro, para o Grupo J&F. Com a operação, a empresa recebeu R$ 703,5 milhões, encerrando um pacote de 13 térmicas vendidas, as quais geraram um total de R$ 3,6 bilhões. Essas unidades ficavam no Amazonas.
A transação representa o término do processo de desinvestimento dos ativos termelétricos da Eletrobras e marca o início de um portfólio de geração composto exclusivamente por fontes 100% renováveis. O objetivo da empresa é alcançar a neutralidade de emissões de gases de efeito estufa até 2030.
Além do valor da venda, a Eletrobras mantém o direito ao recebimento do earn-out, um pagamento adicional atrelado aos resultados futuros do negócio, no valor total de R$ 1,2 bilhão. A empresa também terá direito ao caixa gerado entre a assinatura do acordo e seu fechamento.
A venda das outras 12 usinas térmicas foi concluída em maio deste ano. Antes da transação, a Eletrobras precisou reestruturar suas subsidiárias para separar os ativos a fim de viabilizar a venda das térmicas.
Recentemente, a Aneel aprovou os termos do acordo que resultará na transferência do controle da Amazonas Energia para a Âmbar, integrante do Grupo J&F. Esta operação se conecta à estratégia de integração do grupo na Região Norte, especialmente no Amazonas, controlando tanto a geração quanto a distribuição de energia.
Juntas, as 13 unidades térmicas possuem capacidade instalada de 2,1 gigawatts (GW), ampliando o portfólio do grupo para 4,6 GW. Em agosto, o Ministério de Minas e Energia (MME) prorrogou a outorga da termelétrica Santa Cruz até 2035.
A Eletrobras ressalta que a operação reforça seu compromisso com a otimização do portfólio, a alocação de capital e a simplificação de sua estrutura, visando a geração de valor no setor de energia.
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