O gestor de investimentos Luis Stuhlberger, da Verde Asset, avaliou que a eleição presidencial de 2026 tende a ser uma das mais polarizadas das últimas décadas, podendo trazer volatilidade semelhante à vista no pleito de 2014, entre Dilma Rousseff e Aécio Neves. Durante evento do Itaú BBA, em São Paulo, Stuhlberger destacou que o mercado já precifica parte do risco eleitoral, mas a disputa se encaminha para um cenário de resultado "binário" e "cauda longa".
Segundo o gestor, em eleições polarizadas como essa, os prêmios de proteção, como opções, se mantêm elevados até a véspera da votação devido à incerteza do resultado. Em 2014, as opções de dólar e índice chegaram a precificar volatilidade de 150% em meio à incerteza do resultado da eleição.
Stuhlberger também destacou que o mercado enxerga a continuidade do governo Lula em 2026 como relativamente previsível, apontando que a impressão é de que "Lula 4" não seria muito diferente do governo atual. Ele sugeriu que medidas de responsabilidade fiscal, como vincular reajustes da Previdência ao IPCA, poderiam acalmar os investidores já na noite da vitória.
Diante da incerteza pré-eleitoral, a Verde Asset estruturou um trade contra o dólar, investindo em ativos como ouro, criptomoedas, euro e yuan offshore (CNH). No mercado local, o fundo mantém posições modestas pró-Brasil, incluindo a aplicação em títulos de inflação longos e opções de compra de spreads de EWZ com derivados que vencem antes da eleição de 2026.
Em relação a possíveis cenários pós-eleitorais, Stuhlberger comparou a possibilidade de um movimento semelhante ao "Joaquim Levy 2", em referência ao ajuste fiscal prometido após a reeleição de Dilma Rousseff em 2014. O gestor destacou que, embora os ativos brasileiros estejam relativamente estáveis, há espaço para revisões de preço conforme o processo eleitoral avance.
Stuhlberger rejeitou a ideia de um eventual "rali Tarcísio" caso a candidatura do governador paulista se consolide, apontando que a simples definição do nome não seria suficiente para gerar uma valorização expressiva dos ativos. Ele alertou para a possibilidade de surgir um candidato competitivo fora do eixo Lula-Bolsonaro, que poderia alterar a dinâmica e favorecer o atual presidente.
Além disso, o gestor descartou a competitividade de Pablo Marçal, visto anteriormente como um risco pelo mercado, mas que está inelegível. Stuhlberger destacou a importância de acompanhar de perto os desdobramentos do cenário político e eleitoral para ajustar as estratégias de investimento.
Por fim, o gestor Luis Stuhlberger ressaltou a importância de manter uma postura cautelosa e de estar preparado para possíveis cenários de volatilidade e incerteza no ambiente político e econômico, principalmente em um ano eleitoral tão crucial como 2026.
Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!
Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!