Efeito dos Resultados: Análise do Mercado sobre Gol e Azul Após o 2º Trimestre

Gol e Azul apresentam resultados do 2º trimestre de 2025

As companhias aéreas Gol (GOLL54) e Azul (AZUL4) divulgaram seus resultados financeiros do segundo trimestre de 2025 (2T25), com ambas empresas reduzindo prejuízos em suas operações. A Gol registrou um prejuízo líquido de R$ 1,532 bilhão, representando uma redução de 60,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Enquanto isso, a Azul apresentou um lucro líquido de R$ 1,29 bilhão, revertendo um prejuízo de R$ 3,56 bilhões registrado no 2T24.

Leia mais

Desempenho da Azul no 2º trimestre

No entanto, a Azul teve um desempenho abaixo das expectativas no 2T25, com seu lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) ajustado ficando 12% abaixo das estimativas do JPMorgan e do consenso Bloomberg. A empresa registrou um prejuízo líquido ajustado de R$ 475,8 milhões, marcando uma queda de 29% em relação ao período anterior. A receita de passageiros, 3% menor do que o esperado, contribuiu para esse resultado.

Leia mais

A Azul encerrou o trimestre com uma liquidez imediata de R$ 3,3 bilhões, impulsionada por um empréstimo-ponte de US$ 100 milhões e acesso a US$ 250 milhões do financiamento DIP de US$ 1,6 bilhão. O JPMorgan e o Bradesco BBI mantiveram recomendações desfavoráveis para ações da Azul, com previsão da empresa emergir do processo de recuperação judicial nos EUA entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026.

Leia mais

Análise dos investidores sobre a Azul

O JPMorgan permanece com a recomendação underweight para ações da Azul, destacando que a companhia está sendo negociada a 4,8 vezes o Valor da Firma (EV)/EBITDA para 2025, comparado a 4,6 vezes da Copa Airlines e 4,7 vezes da Latam Airlines, ambas com recomendações overweight. Já o Bradesco BBI ressaltou que a empresa reportou um EBITDA ajustado de R$ 1,14 bilhão, crescendo 9% em relação ao ano anterior, mas 17% abaixo das estimativas de mercado.

Leia mais

A Genial Investimentos observou que a Azul obteve uma receita recorde de R$ 4,9 bilhões no 2T25, impulsionada pela demanda internacional e melhorias nas operações.

Leia mais

Resultados da Gol no segundo trimestre

Por sua vez, a Gol apresentou resultados que ficaram abaixo das estimativas do JPMorgan, principalmente devido ao custo unitário por assento quilômetro disponível (CASK) ex-combustível acima do esperado. O EBIT reportado foi um prejuízo de R$ 349 milhões, enquanto o EBITDA reportado foi de R$ 382 milhões, ambos abaixo das expectativas. Ajustando as métricas por custos e despesas não recorrentes, o EBITDA teria sido de R$ 1,134 bilhão. O banco manteve a recomendação underweight para a Gol, com foco na posição do balanço da empresa após o processo de recuperação judicial nos EUA.

Leia mais

A recomendação de venda para ações da Gol foi mantida pelo Bradesco BBI, que atribuiu um preço-alvo de R$ 0,50. A empresa negocia a 6,7 vezes o EV/EBITDA para 2025e, acima da média dos pares latino-americanos.

Leia mais

Conclusão

Após a divulgação dos resultados do segundo trimestre, tanto a Gol quanto a Azul foram analisadas por especialistas do mercado, com recomendações que variaram de acordo com a performance e perspectivas de cada companhia. A recuperação judicial da Azul nos EUA e a liquidez da empresa foram pontos de destaque, assim como a posição da Gol após o encerramento do processo nos Estados Unidos. O desempenho das companhias no mercado continuará sendo acompanhado de perto pelos investidores.

Leia mais

Gostou deste story?

Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!

Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!

Investidor Consciente