Dólar: vale a pena comprar agora? As projeções do mercado em meio ao conflito EUA-Irã

Dólar: vale a pena comprar agora? As projeções do mercado em meio ao conflito EUA-Irã

Leia mais

Reação do mercado foi de aversão ao risco e queda do real, mas analistas veem acomodação e até valorização com alta do petróleo

Leia mais

Lara Rizério

Leia mais

02/03/2026 13h13 •

Leia mais

Atualizado 3 minutos atrás

Leia mais

Ativos mencionados na matéria

Leia mais

Publicidade

Leia mais

A reação do mercado foi imediata: o dólar iniciou esta segunda-feira (2) em alta firme ante o real, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas no exterior, após Estados Unidos e Israel lançarem ataques contra o Irã no fim de semana.

Leia mais

Às 12h (horário de Brasília), o dólar subia cerca de 1%, a R$ 5,19, chegando a bater os R$ 5,21 nesta segunda.

Leia mais

A reação já era esperada: Gabriel Uarian, analista CNPI da Cultura Capital, apontou na véspera que projetava o dólar é de R$ 5,25 a R$ 5,40 na abertura, contra os R$ 5,13 do fechamento de sexta-feira, levando em conta a corrida por ativos seguros, como o dólar, em meio à aversão a risco com um novo risco geopolítico.

Leia mais

Viva do lucro de grandes empresas

Leia mais

Baixe agora!

Leia mais

Contudo, analistas apontam, que o cenário pode mudar, com uma alta da moeda brasileira caso o avanço do petróleo se mantenha.

Leia mais

A forte queda do real nesta segunda-feira repete quase exatamente o padrão observado em 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, segundo avaliação do economista Robin Brooks, ex-chefe do Instituto de Finanças Internacionais (IIF). Ele vê na reação inicial dos mercados ao ataque dos Estados Unidos e Israel ao Irã um comportamento clássico de aversão ao risco — seguido, posteriormente, por uma reprecificação em favor de países exportadores de commodities.

Leia mais

Segundo Brooks, o movimento de depreciação do real tende a ser temporário. “Em 2022, os mercados levaram cerca de duas semanas para perceber que a alta dos preços do petróleo era benéfica para o real”, afirma. Naquele período, a moeda brasileira liderou os ganhos globais com uma valorização de cerca de 18% no primeiro trimestre.

Leia mais

Continua depois da publicidade

Leia mais

O dólar encerrou 2021 aos R$ 5,575 no Brasil e atingiu R$ 4,608 em 4 de abril de 2022, quase 2 meses depois do 1º ataque feito pela Rússia.

Leia mais

“Essa movimentação teve tudo a ver com os termos de troca. A invasão da Ucrânia pela Rússia estava elevando os preços das commodities em geral, beneficiando uma potência agrícola e de commodities como o Brasil”, apontou Brooks.

Leia mais

Por que o bloqueio do Estreito de Ormuz preocupa mercado e mexe com o petróleo?Localizado entre Omã e Irã, o estreito conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico e é a passagem de cerca de 20% do petróleo bruto consumido globalmente

Leia mais

Petróleo em alta após ataque ao Irã: quais ações do setor são mais afetadas na B3?Analistas do Bradesco BBI veem Petrobras e PetroReconcavo na melhor posição para capturar ganhos de curto prazo

Leia mais

Dan Kawa, economista e especialista em fundos de investimento, também reforça a visão de que alguns países, e especialmente o Brasil, podem ter uma via de alta no atual ambiente. O conflito adiciona um choque relevante via petróleo para emergentes, com impactos assimétricos.

Leia mais

Uma alta de 10% no preço do petróleo tende a reduzir o PIB de grandes importadores em até 0,8 ponto percentual (pp), enquanto beneficia exportadores como Brasil e Rússia.

Leia mais

Na mesma linha, Fernando Ferreira, estrategista-chefe e head do Research da XP, destacou em live do InfoMoney que, em momentos de choques geopolíticos, há normalmente uma apreciação inicial do dólar como porto seguro. No caso brasileiro, porém, o impacto pode ser limitado, porque o país é beneficiado por preços de commodities mais altos, o que melhora a balança comercial.

Leia mais

Antes da eclosão do conflito, analistas de mercado já estavam positivos com a moeda brasileira, com destaque para a projeção de continuidade de fluxo estrangeiro. O banco Pine também ressalta que ainda há espaço para uma queda ainda mais forte da divisa americana no primeiro semestre, para perto dos R$ 5, em meio ao cenário atual. Os analistas avaliam que um cenário econômico dos EUA combina desaceleração pontual do crescimento com inflação ainda elevada, mas com viés um pouco mais favorável para o PIB no início de 2026.

Leia mais

Continua depois da publicidade

Leia mais

Por outro lado, o Itaú pondera que o aumento esperado no prêmio de risco local antes das eleições continua sendo o principal fator de depreciação do real ao longo do ano, limitando uma maior valorização. Em relatório recente, a equipe de economistas da casa revisaram sua revisão cambial de R$ 5,50 para R$ 5,40 em 2026 e de R$ 5,70 para 5,60 em 2027. Assim, apesar da revisão para baixo, ainda vê o dólar se valorizando em relação aos patamares atuais.

Leia mais

Tópicos relacionados

Leia mais

Mercados

Leia mais

Câmbio

Leia mais

Commodities

Leia mais

Dólar

Leia mais

EUA

Leia mais

Irã

Leia mais

Petróleo

Leia mais

Real

Leia mais

Lara Rizério

Leia mais

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.

Leia mais

Gostou deste story?

Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!

Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!

Investidor Consciente