Nesta segunda-feira, o dólar opera em alta em relação ao real, seguindo a tendência global de valorização da moeda americana. Os investidores estão de olho na retomada da divulgação de dados oficiais nos Estados Unidos após o fim do shutdown. Além disso, comentários do presidente do BC, Gabriel Galípolo, e análises do Boletim Focus e IBC-Br também influenciam o mercado.
Matthew Ryan, chefe de estratégia de mercado da Ebury, aponta que, mesmo com o término do shutdown, ainda há incerteza sobre quais relatórios econômicos atrasados serão divulgados e quando. A decisão de juros do Federal Reserve em dezembro dependerá desses dados, o que gera cautela nos mercados cambiais, aguardando mais clareza sobre a situação da economia americana.
Às 11h07, o dólar à vista subia 0,27%, alcançando R$ 5,311 na venda. Já o contrato de dólar futuro para dezembro, o mais negociado no Brasil, registrava alta de 0,19% na B3, chegando a R$ 5,323.
- **Dólar comercial:** - Compra: R$ 5,310 - Venda: R$ 5,311
- **Dólar Turismo:** - Compra: R$ 5,328 - Venda: R$ 5,508
O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) apresentou queda de 0,2% em setembro em relação ao mês anterior, conforme dado ajustado sazonalmente pelo BC. Essa retração, somada à desaceleração da atividade em agosto, reforçam a perspectiva de início do ciclo de cortes da taxa básica Selic, atualmente em 15% ao ano.
Durante um evento em São Paulo na semana passada, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, destacou que a economia brasileira está desacelerando e crescendo em ritmo menor. Segundo ele, a política monetária tem surtido efeitos, porém, de forma gradual.
Esses acontecimentos refletem não apenas na cotação do dólar, mas também na percepção do mercado em relação ao cenário econômico nacional e internacional.
O dólar apresenta alta em relação ao real neste início de semana, impulsionado pela retomada da divulgação de dados econômicos nos EUA e pela avaliação dos cenários local e global. A incerteza sobre os relatórios atrasados e a influência dessas informações na decisão de juros do Fed geram expectativa e cautela entre os investidores. Enquanto isso, no Brasil, os indicadores econômicos sinalizam desaceleração, o que pode impactar diretamente nas políticas monetárias implementadas pelo Banco Central. A atenção do mercado permanece voltada para os desdobramentos dessas variáveis que afetam diretamente a cotação do dólar e a economia como um todo.
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