Nesta quarta-feira (10), o dólar à vista registra queda em relação ao real, com os investidores focados nas perspectivas de taxas de juros no Brasil e nos EUA. O Federal Reserve (Fed) deve anunciar cortes às 16h, enquanto o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve manter a Selic em 15% ao ano.
Além disso, a movimentação política em Brasília também está no radar, com a Câmara dos Deputados tendo aprovado um projeto que reduz as penas dos envolvidos na tentativa de golpe de Estado.
No cenário atual, a moeda norte-americana está operando em baixa de 0,16%, sendo vendida a R$ 5,426. Já o contrato de dólar futuro para janeiro, o mais negociado no Brasil, apresenta leve alta de 0,05%, cotado a R$ 5,4610 na B3.
- Dólar comercial: - Compra: R$ 5,425 - Venda: R$ 5,426
- Dólar Turismo: - Compra: R$ 5,444 - Venda: R$ 5,624
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no Brasil teve um aumento de 0,18% em novembro, em comparação com a elevação de 0,09% em outubro. Este é o menor índice para um mês de novembro desde 2018, quando houve uma variação de -0,21%. No acumulado do ano, a inflação chega a 3,92%, enquanto nos últimos 12 meses atinge 4,46%. Em novembro de 2024, a variação foi de 0,39%, ficando abaixo das projeções dos analistas consultados pela Reuters.
Na esfera política, a Câmara aprovou o projeto chamado de PL da Dosimetria, que poderá beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado. Segundo cálculos da equipe do relator Paulinho da Força (Solidariedade-SP), a pena em regime fechado poderia ser reduzida para cerca de 2 anos e 4 meses se a proposta se tornar lei.
Os mercados financeiros acompanham atentamente esses desdobramentos, juntamente com as decisões do Fed e do Copom, buscando entender as possíveis repercussões no cenário econômico nacional e internacional. As expectativas estão voltadas também para os próximos movimentos do dólar e demais indicadores econômicos que possam influenciar as negociações nos mercados cambiais e financeiros. A instabilidade política e as decisões sobre as taxas de juros são fatores determinantes para os investidores que buscam avaliar o cenário macroeconômico e seus efeitos a curto e médio prazo.
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