O dólar à vista teve queda em relação ao real após o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, sinalizar a possibilidade de cortes na taxa de juros durante o simpósio de Jackson Hole. Powell destacou os riscos crescentes para o mercado de trabalho, mas também alertou para uma possível alta da inflação.
Essas declarações abrem caminho para um corte de juros na reunião do Fed programada para 16 a 17 de setembro. No entanto, Powell ressaltou a importância dos relatórios de emprego e inflação que serão divulgados antes da reunião.
Às 11h46, o dólar à vista operava em baixa de 0,97%, a R$ 5,426 na venda. Já na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento recuava 0,12%, para R$ 5,479.
Na quinta-feira, o dólar à vista encerrou com alta de 0,08%, atingindo R$ 5,4771.
O Banco Central realizará um leilão de até 35.000 contratos de swap cambial tradicional nesta sessão para rolagem do vencimento de 1º de setembro de 2025.
Segundo a estrategista-chefe da Nomad, Paula Zogbi, as declarações de Powell trouxeram otimismo para um mercado atento à expectativa de cortes de juros. Essa perspectiva de ajustes na política monetária provocou uma reação imediata nos ativos.
No cenário brasileiro, o estrategista-chefe da RB Investimentos, Gustavo Cruz, destaca que, com a taxa de juros nacional ainda alta, o diferencial de atratividade para investidores estrangeiros tem aumentado. A política monetária americana continua sendo um fator importante para o fluxo de capital para o Brasil.
Enquanto isso, as atenções continuam voltadas para o impasse entre Brasil e EUA. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta negociar uma tarifa de 50% imposta por Washington sobre produtos brasileiros.
O recente cenário de relações bilaterais se intensificou com uma decisão judicial do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impactou a avaliação econômica do ministro Alexandre de Moraes pelos EUA. Essa situação dificulta as negociações e gera preocupações no mercado doméstico.
Diante desse contexto, há a percepção de possíveis impactos nas operações de bancos nacionais, à medida que uma resposta americana poderia afetar as relações comerciais entre os países.
Com a possibilidade de corte de juros nos Estados Unidos, o mercado financeiro global se mantém atento às movimentações do Fed e às repercussões nos mercados cambiais. Enquanto o dólar apresenta quedas, as tensões geopolíticas entre Brasil e EUA adicionam um cenário de incerteza para os investidores. Os próximos relatórios de emprego e inflação nos EUA serão cruciais para determinar os rumos da política monetária e os reflexos no mercado internacional.
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