Nesta quinta-feira, o dólar à vista apresentou alta em relação ao real devido a preocupações dos investidores com o cenário político interno do Brasil, enquanto no exterior as atenções se voltam para o simpósio econômico de Jackson Hole, promovido pelo Federal Reserve.
Até as 12h36, o dólar à vista operava em elevação de 0,26%, sendo negociado a R$ 5,488 na venda. Já na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subiu 0,17%, atingindo R$ 5,500.
Na quarta-feira, a moeda americana fechou em baixa de 0,49%, a R$ 5,4728. O Banco Central realizará um leilão de até 35.000 contratos de swap cambial tradicional nesta sessão para rolar o vencimento de 1º de setembro de 2025.
Os movimentos do real estão sendo influenciados pela agenda doméstica e pelo impasse gerado entre Brasil e Estados Unidos após uma decisão do ministro Flávio Dino do STF. A resolução proíbe que cidadãos brasileiros sejam impactados em território nacional por leis estrangeiras relacionadas a atos cometidos no Brasil.
Essa decisão gerou preocupações no mercado, especialmente relacionadas às negociações comerciais entre os dois países e às possíveis sanções norte-americanas contra instituições financeiras brasileiras.
O principal destaque do dia é o início do simpósio econômico de Jackson Hole, que contará com um aguardado discurso do chair do Fed, Jerome Powell, na sexta-feira. Os operadores estão precificando a possibilidade de o Fed cortar a taxa de juros em sua reunião de setembro, com outra redução totalmente precificada até dezembro.
Dados recentes mostram que as tarifas de importação impostas por Trump podem estar impactando a maior economia do mundo, com desaceleração do mercado de trabalho e aumento nos preços, o que cria um dilema para o Fed em relação ao seu mandato de pleno emprego e baixa inflação.
O dólar apresenta um cenário de instabilidade, influenciado tanto por questões políticas internas no Brasil quanto pelo panorama econômico global. Os investidores seguem atentos ao desenrolar do simpósio de Jackson Hole e às perspectivas de corte de juros nos EUA, o que pode impactar diretamente as negociações cambiais e as decisões do mercado financeiro.
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