Nesta sexta-feira (5), o dólar à vista apresenta queda em relação ao real, com os investidores aguardando os dados de inflação PCE nos Estados Unidos. Esses dados podem reforçar as expectativas de um corte na taxa de juros quando o Federal Reserve (Fed) se reunir na próxima semana. Atualmente, há uma probabilidade de quase 90% de um corte de 0,25 ponto percentual na próxima semana, segundo dados da LSEG.
O dólar à vista estava operando com queda de 0,14% às 09h07, sendo vendido a R$ 5,303. Já o contrato de dólar futuro para janeiro de 2026, o mais negociado no Brasil, caía 0,22% na B3, sendo vendido a R$ 5,329.
Dados divulgados nos Estados Unidos mostraram uma baixa no número de novos pedidos de auxílio-desemprego, chegando ao menor nível em mais de três anos na semana passada. Essa informação reduziu os temores de uma deterioração mais forte do mercado de trabalho, mas não alterou significativamente as expectativas de um corte na taxa de juros pelo Fed na próxima semana.
O dólar também tem sido pressionado nos últimos dias devido à avaliação dos investidores de que Kevin Hassett, atual conselheiro econômico da Casa Branca, pode assumir a presidência do Fed após o término do mandato de Jerome Powell, em maio. A expectativa é de que ele defenda novos cortes nos juros. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que fará sua indicação para suceder Powell no início do próximo ano, prolongando um processo de escolha que já dura meses.
Esses movimentos e expectativas relacionados ao Fed e aos cortes de juros têm impacto direto no mercado cambial e, consequentemente, na cotação do dólar em relação a outras moedas, como o real brasileiro.
Portanto, os investidores permanecem atentos aos desdobramentos e aos próximos passos do Fed, buscando antecipar-se às possíveis mudanças na política monetária dos Estados Unidos e suas repercussões nos mercados globais.
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