Na manhã desta segunda-feira, o dólar apresentou queda em relação ao real, acompanhando a desvalorização da moeda americana em relação ao peso chileno e peso mexicano. Essa movimentação ocorre em meio às expectativas de uma possível nova rodada de negociações entre Estados Unidos e China ao longo desta semana. Os investidores estão atentos aos dados econômicos divulgados pela China, que mostraram um crescimento de 4,8% no PIB do terceiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Os dados econômicos divulgados pela China trouxeram um cenário misto: enquanto houve crescimento na produção industrial em setembro (6,5% em relação ao ano anterior), as vendas no varejo desaceleraram, atingindo a menor taxa em dez meses (3,0%). A expectativa do mercado apontava para um crescimento de 4,8% no PIB na comparação anual e de 0,8% na mensal, de acordo com economistas consultados pela Reuters.
No Japão, a possibilidade da conservadora Sanae Takaichi se tornar a primeira mulher primeira-ministra ganhou destaque, com o apoio do Partido da Inovação do Japão. Essa movimentação política no Japão também influenciou os investidores e foi acompanhada de perto pelos mercados.
Por volta das 10h15, o dólar estava sendo negociado a R$ 5,377 na venda, apresentando uma queda de 0,53%. Na B3, o dólar para novembro cedia 0,11%, sendo negociado a R$ 5,419. O Banco Central anunciou a realização de dois leilões de linha simultâneos para rolagem de vencimentos de contratos de swap cambial.
Apesar dos movimentos recentes do câmbio, os economistas do mercado mantiveram suas projeções para o dólar. De acordo com o boletim Focus, a expectativa é de que a moeda americana encerre o ano de 2025 cotada a R$ 5,45 e atinja R$ 5,50 no encerramento de 2026.
Em relação a outras moedas, o dólar apresentava comportamentos distintos nesta manhã. Enquanto se mantinha praticamente estável em relação ao iene e euro, registrava leve alta frente à libra. Já em relação aos pares do real, o dólar apresentava sinais mistos, subindo em relação à lira turca e peso mexicano, mas caindo em relação ao rand sul-africano e peso chileno.
Em meio a essas movimentações no mercado cambial, a expectativa dos investidores continua pautada nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China, o desempenho econômico global e as movimentações políticas em países como o Japão. A equipe técnica do Banco Central permanece atenta às oscilações e reage com leilões para garantir a estabilidade do mercado financeiro.
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