A plataforma de e-commerce Temu anunciou a abertura para todos os vendedores brasileiros, eliminando a exigência de convites. A medida intensifica a competição no mercado eletrônico do Brasil, que movimentou R$ 204,3 bilhões em 2024 e deve chegar a R$ 234 bilhões em 2025, segundo dados da Abiacom.
Com mais de 3 milhões de vendedores locais, a Shopee domina mais de 90% das vendas no país, enquanto a Shein conta com mais de 30 mil vendedores, focados em roupas, calçados e produtos para casa, com planos de expandir para categorias como livros e alimentos até 2025.
Para concorrer em entrega rápida, a Temu prometeu prazos de até dois dias úteis para produtos armazenados no Brasil, além de reduzir custos iniciais para novos vendedores. A estratégia inclui parcerias com empresas brasileiras de automação para lojas online, como Olist, Base, Bling e Tray, visando automatizar processos como gerenciamento de pedidos e controle de estoque.
A busca por mais vendedores locais visa competir em frete e velocidade de entrega, pontos essenciais em um mercado disputado. Com uma ampla base de vendedores espalhados pelo país, a Temu consegue atingir mais clientes em menos tempo.
Roberto Wajnsztok, sócio-diretor da Gouvêa Consulting, destaca que o Brasil se destacou como mercado online devido à confiança em transações digitais e à diversidade geográfica. Apesar do crescimento significativo, a penetração do e-commerce representa de 15% a 20% do faturamento do varejo nacional, abaixo de outros países como China e EUA, onde chega a 50%.
A concentração regional do e-commerce no Brasil ainda é alta, com cerca de 60% das vendas concentradas no Sudeste. Diversas plataformas atendem diferentes segmentos sociais, como Amazon, Mercado Livre e Magalu focadas em públicos A-B e C, enquanto Shopee e Temu atingem principalmente parcelas C, D e E.
A Shein, por sua vez, prioriza a expansão de sua base de vendedores locais para diversificar produtos e agilizar entregas. A empresa isenta a taxa de comissão nos primeiros 30 dias e busca atrair mais vendedores com a inclusão de novas categorias, como livros e alimentos.
A Shopee tem conquistado a fidelidade de vendedores locais, sendo a principal fonte de faturamento para mais de 50% dos entrevistados em uma pesquisa de 2025. Além disso, 30% dos empreendedores expandiram suas operações fisicamente após iniciar vendas na plataforma.
O Mercado Livre e a Amazon não se pronunciaram até o momento. A competição no mercado de e-commerce brasileiro segue intensa, com plataformas buscando estratégias para atrair mais vendedores e ganhar espaço no setor.
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