A XP Investimentos projetou resultados diversos para as petroleiras independentes brasileiras no terceiro trimestre de 2025 (3T25), com algumas apresentando melhorias operacionais e outras enfrentando desafios. De acordo com a avaliação dos analistas, a Brava Energia lidera em geração de caixa, seguida pela PRIO em processo de recuperação, e a PetroRecôncavo lidando com pressões sobre lucro e investimentos.
A PRIO enfrentou oscilações no trimestre, marcado por paralisações em Frade e posterior interdição da ANP em Peregrino, resultando em queda na produção. No entanto, as vendas da empresa cresceram 8,2%, impulsionadas pela redução de estoques. A expectativa é de receita de US$ 554 milhões, Ebitda de US$ 345 milhões e lucro líquido de US$ 93 milhões, com foco no campo de Wahoo.
Por outro lado, a Brava Energia manteve um desempenho positivo, com geração de caixa livre positiva e aceleração na produção em Atlanta. A produção totalizou 91,8 mil barris equivalentes de petróleo por dia, com destaque para o crescimento de 30% no gás natural. Apesar da valorização do real e acúmulo de estoques, a empresa deve registrar receitas de R$ 3,1 bilhões, Ebitda de R$ 1,3 bilhão e lucro líquido de R$ 102 milhões.
A PetroRecôncavo enfrenta desafios no terceiro trimestre, com estimativa de queda na produção e margens apertadas. A XP projeta receita líquida de R$ 756 milhões, Ebitda de R$ 354 milhões e lucro líquido de R$ 178 milhões. O fluxo de caixa livre deve permanecer negativo, pressionado pelo aumento dos investimentos.
A revisão do preço do barril de Brent para US$ 65 influenciou os preços-alvo das ações do setor, mas as recomendações de compra foram mantidas. A PRIO teve o preço-alvo ajustado para R$ 60 por ação (alta de 67%), a Brava para R$ 20 por ação (alta de 36%) e a PetroRecôncavo para R$ 15 por ação (alta de 21%). A Petrobras teve seu preço-alvo reduzido para R$ 37 por ação, ainda representando um ganho estimado de 24%.
Apesar dos ajustes, a XP mantém uma visão positiva em relação ao setor de E&P, destacando os retornos atrativos em fluxo de caixa livre oferecidos pelas empresas. A corretora identifica como riscos potenciais uma queda mais forte nos preços do petróleo, possíveis atrasos na produção de Wahoo pela PRIO e a execução dos planos de investimento das empresas.
Em meio a um cenário de desafios e oportunidades, as petroleiras independentes brasileiras enfrentam um trimestre com perspectivas distintas, mas com a busca constante por melhorias operacionais e resultados positivos.
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