As ações de Suzano e Klabin apresentaram ganhos significativos em dezembro, com Suzano registrando um aumento de 5,74% e Klabin de 2,32% em um único dia. No acumulado do mês até o dia 18, os papéis dessas empresas já haviam avançado 10%.
O desempenho positivo das ações foi atribuído principalmente a um movimento de aversão ao risco por parte dos investidores, impulsionado por desenvolvimentos políticos no Brasil e a depreciação do real devido à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. Como resposta a um cenário desafiador previsto para 2026, os investidores estariam buscando posições de hedge para proteção.
Os analistas apontam que, embora os preços da celulose estejam se recuperando gradualmente, a estimativa para 2026 permanece em torno de US$ 575 por tonelada. A perspectiva de uma recuperação expressiva nas ações do setor de celulose é vista com restrições, pois seria necessária uma redução mais significativa na oferta global para impulsionar os preços.
A preferência dos analistas ainda recai sobre a empresa Suzano, que é vista como a principal aposta de investimento no setor de papel e celulose. Com projeções de desalavancagem gradual e um múltiplo de lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) atrativo para 2026, a Suzano destaca-se como uma escolha cobiçada.
O setor global de celulose e papel enfrentou desafios em 2025 decorrentes do excesso de oferta e pressões de custos. Contudo, há uma expectativa de melhoria no curto prazo para 2026, com preços médios da celulose estimados em US$ 575 por tonelada. A China, com o aumento dos custos da madeira e a demora na entrada em operação de novas capacidades, contribuirá para esse cenário favorável.
Apesar das previsões otimistas, a complexidade do setor permanece devido às expansões planejadas da capacidade produtiva. Nesse contexto, os produtores brasileiros de baixo custo, especialmente Suzano e Klabin, são privilegiados em relação aos concorrentes chilenos, devido às vantagens de escala e perfis de receita mais resilientes.
Em meio a um ambiente desafiador, a oportunidade para investidores, sobretudo na Suzano, é destacada pela combinação de maior exposição ao setor de celulose em comparação com seus pares e avaliações mais atraentes.
O cenário em 2026 aponta para uma perspectiva mais favorável para o setor de celulose e papel, com previsões de preços mais elevados impulsionados por fatores como custos crescentes na China e atrasos na entrada em operação de novas capacidades. As empresas brasileiras Suzano e Klabin despontam como escolhas estratégicas para investidores, dadas suas vantagens competitivas e projeções sólidas para o futuro.
Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!
Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!