O dólar oficial subiu pela primeira vez em 13 dias em relação ao peso argentino, ultrapassando os 1.300 pesos, e o índice Merval registrou uma queda de 0,49%. Esses movimentos ocorreram em um cenário de desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB) argentino e tensões políticas internas.
A economia do país teve contração pelo segundo mês consecutivo em junho, marcando a quarta queda no ano. O momento econômico sensível se dá em meio à proximidade das eleições parlamentares de outubro na Argentina, que prometem ser um termômetro do cenário político.
A oposição argentina obteve uma vitória na Câmara dos Deputados ao rejeitar o veto do presidente Javier Milei à lei de Emergência em Deficiência. Esta decisão marca a busca por equilíbrio fiscal em meio a um contexto de pressões por aumentos de gastos.
Por sua vez, o presidente argentino vetou recentemente propostas que visavam ampliar os gastos com pensões e proteções para pessoas com deficiência, além de proibir o financiamento de despesas com emissão monetária pelo Tesouro.
Os argentinos estão se preparando para as eleições na legislação provincial de Buenos Aires em setembro e a renovação do congresso em outubro. Esses pleitos são vistos como uma avaliação do governo de Milei e de sua política econômica.
No cenário financeiro, o dólar chegou a 1.300,45 pesos argentinos, enquanto o dólar blue recuou para 1.315,00 pesos argentinos, de acordo com informações do Ámbito Financiero. A volatilidade no mercado cambial reflete a incerteza econômica que ronda a Argentina.
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