Em setembro, o crescimento do emprego nos Estados Unidos aumentou, mesmo com a taxa de desemprego subindo para 4,4%. O Departamento do Trabalho informou que o emprego no setor privado cresceu em 119.000 postos, após uma queda revisada de 4.000 em agosto.
Antes, os economistas consultados pela Reuters previram a criação de 50.000 empregos, após um ganho de 22.000 em agosto. No entanto, o relatório de setembro confirmou um aumento maior, com a criação de 119.000 empregos.
O relatório de empregos previsto para outubro foi adiado devido a uma paralisação de 43 dias do governo norte-americano. Essa paralisação, a mais longa da história, afetou a coleta de dados para a pesquisa domiciliar, que é usada para calcular a taxa de desemprego.
A economia norte-americana perdeu impulso, com revisões acentuadas para baixo na criação de empregos. O Departamento do Trabalho estimou que houve cerca de 911.000 empregos a menos criados nos 12 meses até março do que informado anteriormente.
De acordo com economistas, a economia dos EUA precisa criar entre 30.000 e 50.000 empregos por mês para acompanhar o crescimento da população em idade ativa. Esse número é significativamente menor do que os 150.000 empregos necessários em 2024.
A popularidade crescente da inteligência artificial está diminuindo a demanda por mão de obra, afetando principalmente os cargos de nível básico e deixando os recém-formados sem trabalho. Os economistas afirmam que a IA está impulsionando o crescimento econômico sem gerar empregos.
Alguns especialistas culpam a política comercial do governo anterior por criar um ambiente econômico incerto, prejudicando a capacidade de contratação das empresas, especialmente as pequenas. A incerteza se reflete nas tarifas de importação e nas dúvidas sobre sua legalidade.
Apesar das folhas de pagamento continuarem positivas, alguns setores e indústrias nos EUA estão perdendo empregos. O relatório de emprego de setembro pode ter impactos na reunião de política monetária do Federal Reserve, agendada para dezembro.
As autoridades do Federal Reserve dos EUA não terão acesso ao relatório de novembro durante a reunião de dezembro, devido ao adiamento da data de divulgação. A redução dos juros ainda preocupa alguns formuladores de políticas, que destacam os possíveis impactos na contenção da inflação.
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