Na divulgação de seus resultados do terceiro trimestre, o GPA (PCAR3) reverteu um prejuízo de R$ 310 milhões no mesmo período de 2024, alcançando um lucro líquido de R$ 137 milhões. Esse desempenho impactou positivamente as ações da empresa, que registraram um aumento de 2,64% às 12h35 (horário de Brasília), chegando a atingir 9,23% na máxima do dia, cotadas a R$ 3,89.
Com uma demanda ainda fraca, a receita e a margem bruta do GPA são pressionadas, apesar do controle das despesas gerais e administrativas (G&A). A empresa obteve um fluxo de caixa livre positivo no período, apoiado por melhorias nas dinâmicas de capital de giro.
A varejista informou que planeja reduzir seus investimentos para entre R$ 300 milhões e R$ 350 milhões no próximo ano, em comparação com os R$ 693 milhões investidos nos 12 meses encerrados em setembro. Além disso, a empresa pretende reduzir despesas operacionais em pelo menos R$ 415 milhões em relação às estimativas para o fechamento de 2025. Essas medidas buscam enfrentar o cenário macroeconômico desafiador e garantir melhores margens e tendências de fluxo de caixa livre no futuro.
O crescimento de 4,1% nas vendas em mesmas lojas foi destaque, superando as expectativas do Itaú BBA. Apesar disso, a alta alavancagem e contingências continuam preocupando, impactando negativamente a relação Ebitda/resultado líquido. A Genial Investimentos ressaltou que o lucro líquido do trimestre foi impulsionado por um evento contábil pontual, não refletindo uma melhoria estrutural do negócio.
A receita bruta do período alcançou R$ 4,9 bilhões, 2,2% a mais em relação ao mesmo período do ano anterior. Entretanto, a receita líquida ficou em R$ 4,6 bilhões, crescendo 1,4% ano a ano, mas abaixo das projeções da Genial e do consenso da Bloomberg. A margem Ebitda ajustada atingiu R$ 412 milhões, com margem de 9,0%, superando as estimativas do mercado.
Apesar do desempenho positivo em algumas áreas, despesas operacionais adicionais relacionadas ao fechamento de lojas e reestruturações pressionaram o EBIT para R$ 47 milhões, com margem de 1,0%, abaixo das expectativas. O resultado financeiro apresentou prejuízo líquido de R$ 317 milhões, mas foi amenizado pelo crédito de imposto de R$ 415 milhões, impulsionando o lucro líquido das operações continuadas para R$ 142 milhões.
A Genial e XP mantêm recomendações de manutenção e neutra, respectivamente, para o GPA, destacando desafios operacionais e financeiros que a empresa ainda enfrenta. Apesar de melhorias pontuais, como a eficiência operacional, o cenário econômico e as incertezas na governança continuam a ser focos de atenção para investidores e analistas. A empresa segue em busca de um equilíbrio entre ações estratégicas de curto prazo e melhorias estruturais de longo prazo.
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