As ações da Natura (NATU3) tiveram uma queda expressiva de 15% nesta terça-feira após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2025. A XP avaliou os resultados como fracos, destacando a desaceleração do crescimento impactada por um ambiente macroeconômico desafiador e pela Onda 2.
O trimestre da Natura foi marcado por dificuldades em ambas as divisões e marcas. O cenário macroeconômico adverso no Brasil e Argentina, somado à implementação da Onda 2 e questões cambiais, pressionaram a operação da empresa.
O Itaú BBA também considerou o resultado negativo, apontando que a empresa ficou aquém das expectativas já baixas, resultando em revisões para baixo nas projeções. A desaceleração do consumo no Brasil e os desafios na implementação da Onda 2 impactaram as receitas e as margens.
O Ebitda ajustado teve uma queda significativa de 34% em relação ao ano anterior, ficando 10% abaixo das estimativas do BBA. O prejuízo foi de R$ 119 milhões, quando era esperado um lucro de R$ 168 milhões. A geração de caixa permaneceu fraca, com um fluxo negativo de R$ 47 milhões.
A venda da Avon International para o fundo Regent pode reduzir riscos estruturais para a Natura, mas gera incertezas no curto prazo. A geração de caixa continua sendo um ponto fraco, com a empresa encerrando o trimestre com dívida líquida de R$ 4 bilhões.
O JPMorgan também apontou tendências operacionais fracas para a Natura no terceiro trimestre, destacando uma alavancagem elevada em relação ao Ebitda, o que limita a capacidade da empresa de realizar distribuições de caixa adicionais.
O Goldman Sachs ressaltou que os números fracos refletem vendas estagnadas da Natura no Brasil, queda nas vendas da Avon na América Latina e impactos negativos da Onda 2 na Argentina.
Olhando para o quarto trimestre, analistas da XP esperam uma dinâmica desafiadora, porém com uma possível melhora conforme a Onda 2 amadurece no México e na Argentina. O BBI, por sua vez, ressaltou que o quarto trimestre não parece ser um ponto de virada em termos de crescimento, e que a lucratividade da empresa pode ser desafiadora.
Segundo o Morgan Stanley, apesar das medidas adotadas pela administração para controlar despesas, o trimestre foi desafiador devido às pressões no segmento Brasil e à implementação da Onda 2.
O potencial de valorização das ações da Natura permanece limitado, de acordo com o BBA, que enfatiza a necessidade de melhora consistente na geração de caixa e avanços em marcos estratégicos para impulsionar o desempenho das ações. O BBA e o BBI reiteram recomendação de compra, com preços-alvo de R$ 13 e R$ 17, respectivamente.
Já o Goldman Sachs e JPMorgan mantiveram recomendação neutra, com preços-alvo de R$ 13 e R$ 10,50.
Em resumo, os resultados do terceiro trimestre da Natura ficaram aquém do esperado, refletindo um cenário adverso e desafiador para a empresa. A expectativa é de um ambiente operacional difícil no curto prazo, com incertezas que continuam a pressionar o desempenho das ações.
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