Na última quinta-feira, quatro companhias do setor elétrico divulgaram seus resultados referentes ao segundo trimestre de 2025, apresentando desempenhos que refletem os desafios e dinâmicas do segmento.
A Energisa se destacou positivamente, apresentando um desempenho ligeiramente acima do consenso de mercado. O controle de despesas operacionais foi sólido, com números consolidados de PMSO diminuindo em relação ao ano anterior. No entanto, despesas financeiras acima do esperado impactaram o lucro líquido.
O EBITDA recorrente da Energisa atendeu às expectativas, com aumento significativo em relação ao ano anterior, impulsionado pelo segmento de distribuição. Por outro lado, o segmento de geração distribuída teve um desempenho abaixo do esperado.
A Alupar, conhecida pela previsibilidade de seu negócio, apresentou resultados operacionais em linha com as expectativas. O EBITDA recorrente teve alta em relação ao ano anterior. A empresa aprovou a distribuição trimestral de dividendos e manteve recomendação de compra.
A Auren reportou resultados abaixo das projeções, impactada pelos desafios persistentes enfrentados pelo setor elétrico, especialmente relacionados ao curtailment. A empresa registrou EBITDA ajustado abaixo das estimativas da XP, com margens brutas também abaixo do esperado.
A Engie teve um desempenho considerado fraco, com EBITDA ajustado abaixo do consenso de mercado. A empresa enfrentou o impacto do curtailment, resultando em um aumento da alavancagem. Para controlar essa alavancagem, a Engie mantém um payout mínimo e prevê ultrapassar 3 vezes a relação dívida líquida/EBITDA durante o ano.
Apesar do crescimento na geração renovável, as despesas com PMSO tiveram um aumento expressivo, o que contribuiu para o desempenho considerado negativo pela XP.
Em resumo, os resultados das elétricas no segundo trimestre de 2025 refletiram diferentes cenários e desafios enfrentados pelo setor, com destaque para a Energisa e Alupar, enquanto Auren e Engie apresentaram desempenhos abaixo das expectativas. Acompanhar a evolução dessas empresas e as estratégias adotadas para mitigar os impactos negativos será fundamental para investidores e analistas do setor.
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