A construtora MRV (MRVE3) divulgou a prévia operacional do terceiro trimestre de 2025, levando suas ações a uma queda de 10,31% às 11h18, cotadas a R$ 6,44. A empresa destacou que a falta de transferência de unidades impactou tanto as vendas líquidas quanto a geração de caixa.
A MRV apontou que as mudanças nos critérios de pagamento da Caixa Econômica Federal e atrasos nos repasses de programas habitacionais estaduais resultaram em impactos significativos. Esses fatores geraram um montante de R$ 31 milhões e R$ 93 milhões, respectivamente, afetando os resultados da construtora no período.
A subsidiária Resia, nos Estados Unidos, registrou uma leve queima de caixa de US$ 1,5 milhão durante o terceiro trimestre.
O Goldman Sachs avaliou os números como neutros a levemente negativos, enquanto o Itaú BBA considerou os resultados operacionais fracos. O Bradesco classificou a prévia como ligeiramente negativa, destacando a volatilidade do fluxo de caixa. Por sua vez, o BBI enfatizou a necessidade de uma melhoria consistente no quarto trimestre, especialmente em termos de geração de caixa.
O BBI reiterou recomendação de compra para as ações da MRV, com preço-alvo de R$ 10. Já o Goldman Sachs, Morgan e BBA mantiveram suas recomendações neutras, com diferentes preços-alvo.
O Morgan Staley expressou que os números ficaram aquém das expectativas, com itens não recorrentes impactando a receita. O banco aguarda evidências de uma recuperação mais limpa e sustentável para oferecer maior visibilidade sobre o desempenho da MRV.
Diante dos desafios enfrentados pela construtora no terceiro trimestre, a expectativa do mercado se volta para possíveis melhorias nos próximos períodos, com atenção especial para a geração de caixa e os impactos decorrentes dos atrasos nas transferências de recursos.
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