Na última quarta-feira, entrou em vigor o tarifaço de 50% para produtos brasileiros nos Estados Unidos, porém 694 produtos estão na lista de exceções, sujeitos a uma tarifa de 10%. Essa medida já era esperada e foi amplamente precificada nos ativos, segundo o economista-chefe da Ativa Investimentos.
A Ágora Investimentos apontou que a entrada em vigor do tarifaço poderia limitar o entusiasmo dos investidores. A incerteza quanto a novas isenções para a tarifa de 50% ainda persiste, já que 36% das exportações do Brasil aos EUA estão sujeitas a essa taxa.
A situação provocou diferentes reações em empresas da B3, como a Embraer, que inicialmente previa um grande impacto com as tarifas de 50%, mas acabou se recuperando após a isenção da tarifa adicional de 40%.
Já a WEG, que não teve isenções, sofreu um duplo impacto devido à imposição de tarifas sobre produtos de cobre, gerando um impacto de custo estimado em cerca de R$ 2,3 bilhões.
Empresas do setor de bens de capital, como Tupy e Randoncorp, também foram afetadas. No entanto, a Suzano teve um forte alívio por estar na lista de exceções, o que é considerado um ponto positivo para negociações com clientes chineses.
Dentro do setor de energia, a Petrobras foi beneficiada com a isenção de tarifas elevadas, garantindo estabilidade para a empresa. Por outro lado, empresas do setor de varejo e de frigoríficos enfrentam desafios de competitividade devido às tarifas impostas.
O mercado continua atento a possíveis desdobramentos e novas isenções que possam ser anunciadas pelo presidente dos EUA. As empresas buscam maneiras de mitigar os impactos das tarifas e de se manterem competitivas diante desse cenário de incertezas comerciais entre Brasil e EUA.
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