O ETF cripto ETHE11 obteve uma valorização de 180% nos últimos quatro meses, impulsionado pelos anúncios de tarifas comerciais de Donald Trump no início de abril. Em conjunto com o Bitcoin, o ETHE11 atingiu sua mínima anual de R$ 25,31. No entanto, desde então, o ETF triplicou de valor, encerrando a última sessão a R$ 70,96, representando um crescimento de 5,7% em relação ao dia anterior. Somente em agosto, a alta foi de 17,10%.
Do ponto de vista da análise técnica, o ETHE11 se distanciou das médias móveis, com o Índice de Força Relativa (IFR 14) atingindo 73,86 pontos, indicando sobrecompra. Esse cenário aumenta a probabilidade de uma correção no curto prazo, embora ainda não tenha sido confirmado um sinal de reversão da tendência de alta.
Para manter a trajetória de alta, o ETHE11 precisa superar a resistência em R$ 72,74. Em caso de rompimento, o ativo pode buscar o topo histórico em R$ 80,16, abrindo espaço para novas máximas. Por outro lado, a perda do suporte em R$ 65,67 pode desencadear uma correção com alvos em R$ 56,50 e R$ 47,80. Em cenários mais profundos, a média de 200 períodos em R$ 38,41, seguida de R$ 35,27 e a mínima de R$ 25,31 entram em perspectiva.
A alta das criptomoedas, liderada pelo Bitcoin e Ethereum, não se deve apenas a movimentos especulativos de curto prazo. De acordo com Alexandre Wolwacz, sócio-fundador da Liberta Investimentos, três forças têm potencial para redefinir a relação entre investidores e ativos digitais: aumento da liquidez global, entrada de instituições no mercado e perda de confiança nas moedas fiduciárias.
Wolwacz destaca a influência da quantidade de dólares circulantes no mundo, indicando que parte desse capital migra para ativos menos expostos à inflação, como o Bitcoin. Além disso, tanto o Bitcoin quanto o Ethereum vêm sendo adotados por empresas como reserva de valor, ganhando espaço no mercado institucional.
O ETF correlacionado ao Bitcoin, BITH11, também apresentou uma valorização significativa, acumulando um aumento de mais de 40% desde abril. No entanto, em agosto, registrou uma leve queda de 1,38%, refletindo uma pausa momentânea. O ativo negocia próximo ao topo histórico, mas em movimento corretivo.
Para retomar a força compradora, o BITH11 precisa romper a resistência em R$ 153,77, abrindo caminho para buscar R$ 167,40, R$ 185,15 e R$ 195,00. Em contrapartida, uma quebra do suporte em R$ 142,45 pode levar o ativo a recuar para R$ 125,75 e, posteriormente, para R$ 102,31 e R$ 91,44. Em uma correção mais profunda, o nível de suporte de longo prazo é projetado em R$ 66,70.
Além dos fatores internos, as tensões geopolíticas e comerciais também têm contribuído para o aumento da demanda por criptomoedas. A injeção de mais de US$ 100 bilhões pelo Federal Reserve, por exemplo, elevou o M2 global, pressionando o valor do dólar em relação a diferentes ativos, incluindo criptoativos.
Na visão de especialistas, a desvalorização do dólar tem impulsionado a valorização do Bitcoin e Ethereum, indicando um cenário onde instituições e pessoas físicas buscam exposição a criptomoedas como proteção contra a inflação e a perda de valor da moeda americana.
Dessa forma, a trajetória de valorização dos ETFs ETHE11 e BITH11 está atrelada a diversos fatores, incluindo movimentos globais, adesão institucional e percepção de risco em relação às moedas fiduciárias. A evolução desses ativos continua sendo influenciada não apenas por especulações de curto prazo, mas também por mudanças estruturais no mercado financeiro global.
Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!
Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!