Na última quarta-feira, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Will Bank, vinculado ao Banco Master, impactando diretamente os clientes da instituição. Com a medida, os cartões de crédito foram bloqueados e as dívidas em aberto continuam sendo cobradas pelo liquidante. A advogada Daniela Poli Vlavianos destaca que os depósitos à vista, poupança e CDBs estão protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, mas o acesso aos valores dependerá da abertura do procedimento operacional do FGC.
No entanto, o economista André Franco alerta que, na prática, os investimentos ficam congelados durante a liquidação, com a rentabilidade travada. A previsão é que o FGC efetue os pagamentos em torno de 30 dias úteis após a listagem dos credores. Valores acima do limite do FGC entram na massa liquidanda e só poderão ser recuperados se houver recursos suficientes após a venda dos ativos do banco.
O Will Bank entrou em colapso devido ao descumprimento de obrigações no sistema de pagamentos da Mastercard, levando ao bloqueio de suas operações e à liquidação. Os cartões de crédito já foram bloqueados, impactando diretamente os clientes, que devem continuar pagando as faturas em aberto para evitar inadimplência. A advogada Mareska Tiveron recomenda que os clientes registrem as movimentações na conta na data da suspensão e evitem qualquer transação com o banco após a liquidação.
Além disso, a liquidação afeta também os fornecedores do Banco Master e do Will Bank, cujos pagamentos serão suspensos e estarão sujeitos à habilitação de créditos no processo. Eduardo Brasil destaca que esses fornecedores, em geral, são credores quirografários e só recebem após créditos trabalhistas, garantidos e tributários, se ainda houver patrimônio disponível.
Especialistas afirmam que a liquidação extrajudicial funciona como uma falência administrativa, visando retirar a instituição do mercado sem utilizar recursos públicos. O Banco Central supervisiona o processo, mas cabe ao FGC pagar os credores privados, desde que dentro dos limites estabelecidos. A preocupação recai sobre os 12 milhões de clientes do Will, muitos deles desbancarizados, que agora precisam lidar com essa situação inédita em suas vidas.
Antônio Silvério Neto ressalta que o FGC só cobre até R$ 250 mil por pessoa por instituição financeira e garante depósitos bancários e investimentos de renda fixa emitidos pelos bancos. Produtos como fundos de investimento, ações, debêntures, criptomoedas e previdência privada não são cobertos pelo FGC. Os pagamentos aos credores serão realizados conforme o regulamento pelo Fundo Garantidor de Créditos, com base nos dados determinados pelo liquidante.
O FGC só realizará os pagamentos após receber a lista oficial de credores do liquidante, então os clientes devem aguardar e atualizar seus dados para cadastrar a conta onde desejam receber o ressarcimento, limitado a R$ 250 mil, incluindo rendimentos. Não há prazo legal para o início dos pagamentos, que geralmente ocorrem entre 30 e 60 dias após a liquidação. O ressarcimento é para produtos como conta corrente, poupança, CDB, LCI e LCA. O FGC alerta que não cobra taxa, não utiliza intermediários e não solicita documentos por canais não oficiais.
A liquidação do Will Bank é mais um alerta sobre os riscos envolvidos no sistema financeiro e destaca a importância de verificar a garantia oferecida pelo FGC ao investir em instituições financeiras. Agora, os clientes afetados precisam aguardar o desenrolar do processo de liquidação para receber eventuais reembolsos dentro dos limites estabelecidos pelo Fundo Garantidor de Créditos.
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