Três pessoas morreram em São Paulo devido à ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol. As vítimas, dois homens em São Bernardo do Campo e um na capital, faziam parte dos nove casos de intoxicação identificados no estado em um período de 25 dias. As bebidas contaminadas foram encontradas em diferentes bares, envolvendo gin, whisky e vodka.
O metanol, diferente do etanol presente em bebidas convencionais, é um tipo de álcool utilizado na indústria, solventes e combustíveis. Ao ser metabolizado pelo corpo, é transformado em substâncias altamente tóxicas, como formaldeído, formiato e ácido fórmico. Essas substâncias são extremamente prejudiciais aos tecidos do corpo, podendo causar danos graves ao nervo óptico, sistema nervoso, e levar o indivíduo à morte caso não seja tratado rapidamente.
Os sintomas da intoxicação por metanol costumam surgir entre 12 e 24 horas após a ingestão, manifestando-se inicialmente com dor de cabeça, náuseas, vômitos, dor abdominal e confusão mental. Um dos principais sinais é a visão turva repentina ou até cegueira. A Associação Brasileira de Neuro-oftalmologia emitiu um alerta sobre o risco de neuropatia óptica, alertando para os danos irreversíveis que a doença pode causar, incluindo a perda de visão permanente.
O diagnóstico da intoxicação é feito com base na história clínica do paciente, exames de sangue e de imagem. O tratamento imediato visa evitar que o organismo transforme o metanol em substâncias ainda mais tóxicas. A semelhança do metanol com o álcool comum dificulta a identificação da substância adulterada. O rápido atendimento é essencial para aumentar as chances de salvar a vida e preservar a visão dos pacientes.
O diretor executivo do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, ressalta a importância das primeiras 48 horas após a intoxicação por metanol, destacando que esse período é crucial para preservar a visão e a vida dos pacientes.
As autoridades de saúde estão em alerta devido aos casos de intoxicação por metanol em São Paulo, o que reforça a importância da fiscalização e controle rigoroso na produção e comercialização de bebidas alcoólicas. A população deve estar atenta aos sintomas, buscar ajuda médica imediata em casos de suspeita de intoxicação e evitar o consumo de bebidas de procedência duvidosa. A conscientização e a divulgação de informações sobre os riscos associados ao consumo de bebidas adulteradas são essenciais para prevenir novos casos de intoxicação e proteger a saúde da população.
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